ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza

Este é um espaço para quem quiser por livros à disposição dos outros.

Começo pelos já falados:

A VARANDA DO FRANGIPANI - Mia Couto



Um grupo de velhos abandonados à sua sorte, numa analogia a Moçambique, uma terra abensonhada, como diria o autor. Mais do que um policial, a história é uma reflexão sobre as consequências da guerra e o equilíbrio ténue estabelecido nos tempos de paz. A narrativa, marcada pelas palavras inventadas e reinventadas pelo autor, leva-nos a sentir os cheiros da terra, num ambiente onde o fantástico se torna real e credível. É um livro escrito com paixão, ?É a terra, a minha terra! ?.











O MERCADOR PORTUGUÊS - David Liss



Depois do sucesso de A Conspiração de Papel, David Liss volta a recuar no tempo para um momento chave na História: a Amesterdão de 1659, capital do comércio europeu, onde a perfídia impera e até os
melhores amigos têm segredos.
Na primeira bolsa de valores do mundo, as fortunas são ganhas e perdidas num instante, e Miguel
Lourenço, um judeu que fugiu de Lisboa devido à Inquisição, sabe-o
melhor que ninguém. Outrora um dos comerciantes mais invejados da
cidade, Miguel perdeu tudo numa súbita desvalorização do açúcar.
Agora, empobrecido, humilhado e a viver da caridade de um irmão mesquinho,
precisa urgentemente de encontrar uma forma de recuperar a fortuna e a
reputação. E essa oportunidade aparece quando é contactado por uma
misteriosa mulher que lhe propõe uma jogada ousada: o monopólio de um
produto desconhecido e fascinante chamado café.
Para ser bem sucedido, Miguel terá que arriscar tudo aquilo em que acredita e testar
os seus próprios limites. Mas cedo se vai ver envolvido pelo caos dos
mercados, pela ganância dos concorrentes, pelas intrigas de um inimigo
poderoso... e pelos braços quentes e sedutores da esposa do seu irmão.

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A minha introdução a Saramago

Os amores de Baltazar e Blimunda ajudantes de Bartolomeu de Gusmão na construção da Passarola. Os dinheiros do Brasil e da India, a derramarem-se em Mafra numa obra faraónica, para festejarem o nascimento de um filho. Tudo isto passado no século XVIII, entre Mafra e Lisboa, com mistérios, Inquisição, estrangeiros e autos-de-fé. Um belo livro

Sr. Hermínio

MARGARIDA M.QUINTA COSTA REIS disse:
Esse não tenho.Falta o Sr.Baptista da biblioteca ambulante(como se chamava o outro?).Temos que fazer um inventário.
Isso mesmo .Estou mesmo a vê-lo à minha frente,"salve seja" pois o homem a esta hora já morreu.
Fui lá no Domingo e não estava. Devo voltar?
Um abraço
Luís

Teofilo E Costa Moreira + Ló disse:
Luizinho, a partir do próximo Sábado, pode procurá-lo na Primorosa. Está combinado?

Se não, arranja-se outra maneira.
Luizinho já lhe mandei uma mensagem.

Abraço

Luis Lamela e Lili Lamela disse:
Fui lá no Domingo e não estava. Devo voltar?
Um abraço
Luís

Teofilo E Costa Moreira + Ló disse:
Luizinho, a partir do próximo Sábado, pode procurá-lo na Primorosa. Está combinado?

Se não, arranja-se outra maneira.

De leitura obrigatória, este, juntamente com os outros seis volumes que fazem parte do romance Em Busca do Tempo Perdido, são a melhor maneira de conhecer a literatura dita descritiva. Neles estão os pormenores todos, como se estivéssemos a ler através de uma imaginária máquina de filmar. Uma descrição da aristocracia francesa na sua fase decadente e a ascenção da burguesia num conflito por vezes opressivo, mas apaixonante. A recordação de uma vida por quem a viveu, como muito bem disse Walter Benjamim no seu livro A Imagem de Proust

Numa altura em que a crise nos absorve, vale a pena experimentar o suave embalo destes contos do homem de S. Martinho D'Anta, para nos abstrairmos das agruras deste novo mundo. Recordei-o ainda no Sábado, quando do alto de Galafura, olhava o Douro, e os verdes socalcos cobrindo as colinas que descem até aquele rio da vida e (algumas vezes de morte) que serpenteia no seio deste fragoso Norte, separando-o do resto do País, que pouco lhe liga. Agora, que nas escolas primárias (chamam-se básicas, não é?) se dá aos miúdos para ler, bocados de textos, sem nexo, escritos sabe-se lá por quem, seria bom relembrar que ainda existem escritores que não são lidos apenas por preguiça, ou porque os seus escritos encerram o que de mais nobre se passa no interior do homem e carecem por vezes da ajuda de uma interpretação

devem ler sobre animais exóticos.
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