ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza

A propósito das dúvidas recentemente encontradas na ortografia ou na gramática, lembrei-me de criar aqui um "socairinho" próprio para colocarmos as nossas dúvidas. Espero que venha a ser útil. Tanto mais se pensarmos que já aí está o acordo ortográfico e que, dentro de pouco tempo, estamos a dar erros em quantidade. Assim, poderemos ter aqui uma ajuda por parte de quem domina ou tem opinião sobre a matéria, a quem desde já se agradece a colaboração.

Muito bem escrevem os esposendenses. Não é fácil que um adulto, depois de décadas sem escrever, ou a pouco escrever, domine a escrita. Ainda mais quando a linguagem utilizada é completamente diferente daquela que fomos utilizando nas nossas actividades profissionais. De repente estamos a escrever em discurso directo e indirecto, a utilizar tempos verbais ou vocabulário que não usamos desde a escola primária, ou quase.

Por isso, espero que este espaço seja usado sem complexos (não há razão para haver complexos nesta matéria) e com interesse em melhorar a nossa expressão.

 

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Do Chá

Recentemente disseram-me porque a palavra Chá em Português é parecida com a palavra original em Chinês, mas completamente diferente de outras línguas europeias.

Em Russo a palavra deles é Chai e noutros países do leste da Europa a palavra é parecida com o nosso Chá. Em Francês, Inglês, Alemão, Holandês, Italiano e até Espanhol a palavra usada para esta planta ou bebida é mais parecida com a letra T nessas línguas, como TeaTee, Te, Thé, Thee, etc. Sabem porquê?

Aparentemente uma parte do Chá que chegava a Portugal era separado para Transporte (ou Transbordo?) para os outros países e os sacos eram marcados com a letra T de Transporte. Os outros países recebiam sacos de T. Daí as palavras respectivas, nesses países. Imagino que os países do leste recebiam o Chá directamente da Rota da Seda.

A palavra chá

O carácter chinês para chá é 茶, mas tem duas formas completamente distintas de se pronunciar. Uma é 'te' que vem da palavra malaia para a bebida, usada pelo Dialecto Min-nan que se encontra em Amoy. Outra é usada em cantonês e mandarim, que soa como cha e significa 'apanhar, colher'.

Esta duplicidade fez com que o nome do chá nas línguas não chinesas as dividisse em dois grupos:

Línguas que usam derivados da palavra Te: alemão, inglês, dinamarquês, hebraico, húngaro, finlandês, indonésio, italiano, islandês, letão, tamil, sinhala, francês, holandês, espanhol, arménio e latim científico.
Línguas que usam derivados da palavra Cha: hindi, japonês, português, persa, albanês, checo, russo, turco, tibetano, árabe, vietnamita, coreano, tailandês, grego, romeno, swahili, croata.

Haverá a possibilidade de o termo "te" ter entrado posteriormente na China, ido da Europa, através da região de Amoy? As rotas comerciais geraram também numerosas trocas linguísticas, o que tornou encantadora a investigação nessas áreas e, simultaneamente, uma enorme complicação. Um mundo de incertezas.

Curioso! Confesso que nunca tinha ouvido (ou pensado) (n)isto. Coincidência? Certamente que não.

Em muitos idiomas europeus, a palavra NOITE é formada pela letra N + o número 8 na respectiva língua. A letra N é o símbolo matemático de um conjunto infinito (o dos números Naturais) e o 8 deitado também simboliza infinito. Ou seja, noite significa, em todas as línguas, a união do infinito!!!(?)

Português: noite = n + oito

Inglês: night = n + eight

Alemão: nacht = n + acht

Espanhol: noche = n + ocho

Francês: nuit = n + huit

Italiano: notte = n + otto

Interessante, não?
BOA NOITE!!

Não sei se já cá tinha sido tratada a questão da "presidenta". Caso não o tenha sido, deixo aqui o que recebi que, embora não seja novidade, pode manter-se atual:

Uma aula de português muito pertinente

Aqui vai uma explicação muito pertinente para uma questão actual. ...
A jornalista Pilar del Rio costuma explicar, com um ar de catedrática no assunto, que dantes não havia mulheres presidentes e por isso é que não existia a palavra presidenta…???

Daí que ela diga insistentemente que é Presidenta da Fundação José Saramago e se refira a Assunção Esteves como Presidenta da Assembleia da República.
Ainda nesta semana, escutei Helena Roseta dizer : «Presidenta!», retorquindo o comentário de um jornalista da SICNotícias, muito segura da
sua afirmação… (notável ignorância)!

A propósito desta questão recebi o texto que se segue e que reencaminho:
Uma belíssima aula de português.
Foi elaborada para acabar de uma vez por todas com toda e qualquer dúvida se temos presidente ou presidenta.
A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?

Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
No português existem os particípios activos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio activo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é
mendicante...
Qual é o particípio activo do verbo ser? O particípio activo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a acção que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.

Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".

Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.
Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não
tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

Por favor, pelo amor à língua portuguesa, reenvie esta informação…
Basta de tanta pacovice de entendidos incultos, deste tipo e do (des)acordo ortográfico.

Eu li este texto, creio que num email que me mandaram. Pobre Língua Portuguesa, foi a minha primeira reacção e logo pensei: isto são manias! Anotei o tema para o pôr à nossa professora Luisinha Lamela, na nossa aula de português da UAE, mas nem vai ser preciso porque se a Luisinha vier, antes disso,ao nosso blog pronunciar-se há com todas as certezas e sabedoria sobre este assunto. 

Eu também acho que basta de tanta pacovice.

Acho uma  rica ideia, a deste espaço. Eu, pela parte que me toca, não tenho complexos e pedirei ajuda sempre que necessite.

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