ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza

No sábado passado fui a um baptizado, neste caso de um sobrinho neto, já com 2 aninhos.Foi bonito. A criancinha portou-se muito bem, mas reagiu à água fria, sem grande alarido. Foi risada geral quando ele pegou rápido na toalha e começou a limpar a cabeça. No final, já fora da igreja ficou encantado com o toque do sino ( carrilhão ) e mal este acabou apontou para o outro e disse: mais...

Mas, a propósito deste evento e enquanto o sino tocou vieram à minha memória todos os baptizados da minha infância. Era uma alegria para a petizada, que, enquanto o sino tocava, eram atirados os confeitos de todas as cores e lá vinham os atropelos para ver quem mais apanhava. Eu própria fiz isso. Que não era higiénico, não era, mas era um belo remate desta cerimónia( linda! ) que nos inicia como filhos de Jesus Cristo e, que eu saiba nunca criança adoeceu.

Gostava muito que alguém comentasse este acontecimento das suas vivências, ou outras memórias. É bonito recordar.

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Olá, Paula.
Claro que me lembro dessa festa na rua que rematava a cerimónia dos baptizados. Com confeitos, exactamente, atirados à miudagem, que se acotovelava para os apanhar.
Pergunto a quem sabe _ e talvez a minha amiga saiba _ se ainda se pode comprar confeitos daqueles. Não se vêem por aí, pois não? Eu gostava muito. Tudo o que é doce... Até a saudade desse tempo é doce...
Para si, um beijinho doce.

Luisinha. Começo pelo fim. ...Até a saudade desse tempo é doce...

Quanto aos confeitos, cheguei a vê-los e para grande espanto meu, na Nélia não muito tempo antes de encerrar a actividade. Quando vir a Dulce vou-lhe perguntar se sabe onde se podem arranjar.

Para si também, um beijinho doce.

Sim os batizados eram sempre apreciados pela rapaziada, que nesses tempos de pouca fartura, tudo o que viesse à mão era aproveitado como um manà! Era a ver quem mais caçava e no final até se repartia com aqueles que nada conseguiam. Ouvia-se o sino a repenicar e là se largava a gente se é que estava disponivel. Tempos tempos, mesmo se chegàvamos a casa com as calças sujas havia uma desculpa. Nossos pais compreendiam bem porquê. Recordemos a nossa infância! Jà là foram uns  setenta anos pra mim.

Sr. António. Reparei, no seu testemunho da nossa infância, que a petizada tinha o espírito de partilha. Que bonito! Eu pensava que esta tradição era só no nosso burgo. Como foi bom recordar estas coisas, assim como o será com outras recordações, aqui neste nosso blog poderão ser publicadas.

Recordar faz-nos bem, mas nos dà até ainda mais saudades da nossa humilde infância de outrora. Por exemplo me vem à memòria vastas vezes, quando minha mãezinha me transportava com o seu cesto à cabeça em direção dos campos. Certamente para avançar mais depressa, ou para eu não tropeçar nas pedras dos caminhos, ou escaldar meus pézinhos nus na areia quente que no verão se galgava. Certamente teria eu os meus quatro aninhos ou mênos, mas ainda me recordo. Tantas lições de ternura daqueles velhos tempos! Enfim vamos revivendo e contando aos netinhos, que eles nem imaginam o que foi verdadeiramente a nossa infância. Revivamos ainda com Deus e os amores que nos restam.

Como diz o Sr. António.

A nossa humilde infância de outrora.Lembro-me  de as mães levarem as crianças nos cestos. Grande progresso surgiu em relação a esses tempos. Hoje já poderiam levar os seus filhos, empurrando-os num carrinho de criança. Mas agora também não precisariam deles, felizmente há as creches e infantários. Uma coisa é certa, Se estas memórias fossem relatadas ás novas gerações, com toda a certeza, não acreditariam...

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