ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza

Partindo da proposta apresentada pelo nosso amigo José Reis Loureiro, criou-se este espaço mais acessível e abrangente do que o das fotos, para debate das temáticas, soluções e opiniões relacionadas e sugeridas para o estuário e foz do Cávado, assim como para as áreas envolventes.
Espera-se assim, que surjam propostas sérias para esta área fundamental de Esposende. Sonhar não custa!
Peço ao amigo José Reis que, como inventor da visão inicial, procure recolher o essencial das propostas mais concretas e seguras, ou das mais concensuais, e procure ir recreando e reconstruindo uma ou mais visões geradas pelo debate entre o colectivo dos membros da rede.
Bom trabalho!

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Caros amigos.
É engraçado que o tema Barra nasce de uma brincadeira onde ela é apenas um pormenor! Naturalmente que quando eu a imaginei ali, tive sempre a noção da impossibilidade da sua concretização. Por isso eu lhe chamo um devaneio, ou como diz o nosso amigo José Alexandre: uma utopia. Na verdade seria uma obra que, para a importância de uma terra como Esposende, seria colossal e, para além disso, a nossa terra está no meio de outras com portos de mar importantes. Logo, digámos que não seria rasoável pensar numa coisa destas a sério.
Contudo, os contornos desta barra não estão longe daquilo considero aconselhável para a verdadeira barra de Esposende.
Nisso eu acho que o Doutor José Amândio tem razão! Diz aquilo que eu sempre pensei que deveria ser a barra de Esposende. O projecto que andou há alguns anos atrás a ser mostrado aos Esposendenses, e que até apareceu nas páginas do Forúm, para mim, esse sim! Era mesmo uma utopia. Pobre de quem naufragásse ali com vazante! Sairia disparado pelo mar adentro, e este não seria o seu único defeito: ela seria campo aberto, frente à fúria de quaisquer vagas. Eu penso que a barra que convém a Esposende é uma igual à maior parte das barras da costa ocidental Portuguesa! Uma barra virada a Sudoeste. Penso que só ela seria eficaz na proteção da entrada contra as tendentes vagas de oés-noroeste.
Há, contudo, quem defenda que essa solução iria trazer problemas de desassoreamento das praias a sul. É possível que tenham razão, pois o redemoinho no sentido contrário aos ponteiros do relógio provocado pelas assíduas correntes do norte, ao contornar o molhe, pode, efectivamente, ter efeitos nefastos nas ditas praias. Temos que ter em conta que os factores que criavam as condições para que as areias deslocadas fossem repostas, deixaram de se verificar.
E não é só a diminuição do caudal do rio o reponsável por esta situação! Também as barragens têm a sua cota parte de responsabilidade. Como se sabe, as areias são resíduos da erusão das montanhas. Elas são veículadas para os rios pela ação das chuvas, que depois as transporta em direcção ao mar. Se nesse corredor elas encontram uma barragem, nada a fazer! ficam retidas.
De qualquer modo, Viana, Póvoa, Vila do Conde, Matozinhos etc. têm este tipo de barra e com mais areia ou menos areia, não foi preciso desfazer nenhuma delas. Assim faço minhas as palavras do dito Doutor.

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