ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza

Núcleo Desportivo “Os Pioneiros” (1976-1980)

Informação

Núcleo Desportivo “Os Pioneiros” (1976-1980)

Este grupo desportivo teve, na segunda metade da década de 70, um importante papel na promoção “pioneira” do desporto em Esposende.

Site: http://esposendensesnaribeiraounomundo.ning.com/forum/topics/nucleo-desportivo-os-pioneiros
Local: Esposende
Membros: 15
Última atividade: 14 Ago, 2010

Fórum de discussão

Núcleo Desportivo /Cultural"Os Pioneiros", uma Porta aberta à sua história...

Iniciado por Carlos Manuel de Lima Barros. Última resposta de Jose Manuel Lima e Costa 19 Nov, 2009. 2 Respostas

Saudações aos esposendenses, mormente aos "protagonistas do Núcleo Desportivo e Cultural "Os Pioneiros".Continuando com a minha "resenha memorial" sobre este interessante projecto desportivo, direi…Continuar

Tags: coração desportivo que palpitava no Bairro Social, o, OS PIONEIROS

Núcleo Desportivo /Cultural"Os Pioneiros", uma Porta aberta à sua história...

Iniciado por Carlos Manuel de Lima Barros 1 Nov, 2009. 0 Respostas

Geninho, saudo-te, com grande amizade:Fico grato em colaborares com a "construção" da História do Núcleo D.C. OS PIONEIROS, com as tuas "estórias" importantes testemunhos para o nosso antigo "Os…Continuar

Caixa de Recados

Comentar

Você precisa ser um membro de Núcleo Desportivo “Os Pioneiros” (1976-1980) para adicionar comentários!

Comentário de Carlos Manuel de Lima Barros em 9 dezembro 2009 às 22:59
Os Pioneiros, sempre "vivos" nos nossos corações e desculpem-me por falar com tanta paixão por um Projecto que foi inovador e movimentava dezenas de crianças diariamente, num ecletismo louvável e singular para o período pós "25 de Abril", onde se respirava solidariedade e voluntariedade, a todos os níveis.
Recordo-me do meu "braço direito" Fernando Pompeu que tinha grande "veia artística" e foi ele mesmo que, certo dia, pintou as paredes da nossa sede-Casa do Povo- , com os simbolos das diversas modalidades que praticavamos. Estava uma sede atraente, bonita, organizada e muito participativa: jogos de ping -pong, damas , xadrez, cartas e faziamos reuniões semanais para se analisar o comportamento dos atletas.
Um dia, disse ao Fernando Pompeu:
- Faz-me um desenho em que tu estejas a correr....
E ele fez-mo e tenho guardado, em casa, com muito carinho, esse desenho a lápis de carvão.
O Fernando tornou-se um monitor desportivo e era desejo meu, e dos outros dirigentes, que ele fosse o futuro dirigente dos "Pioneiros, com o Geninho, Fernando Pilar que, na altura, eram os mais dedicados e responsáveis à causa do nosso Grupo Desportivo.
As "nuances" do tempo não permitiram conseguir atingir esse grande disederato , mas, ficou a intenção.
Carlos Barros
Comentário de Luis Lamela e Lili Lamela em 8 dezembro 2009 às 1:02
As canoas eram feitas da seguinte forma:
Cavername em madeira de pinho. A primeira que fizemos foi o falecido Sr. Soares que nos ensinou a traçar.
Três ripes mestras: quilha linha de bombordo e linha de estibordo
Roda de proa e roda de popa em tábua de soalho de pinho também.
Depois enchia-se com ripes de estuque.
Quando a armação estava pronta íamos a Barcelos, à Viúva Martins, comprar pano cru do mais grosso (normalmente íamos à quinta-feira para apanhar boleia com o Sr. António do Sul).
Colocava-se a armação de quilha para o ar e esticava-se bem o pano pregando nas ripes de bombordo e estibordo com tachas de cabeça chata.
Depois molhava-se e deixava-se secar para ficar esticadinho.
De seguida uma mão de óleo de linhaça fervido com fezes de ouro (era assim mesmo que se chamava) comprado na drogaria do Tavares em Barcelos na mesma viagem do pano cru (esta receita era a usada antigamente pelos pescadores para fazerem os oleados e os suestes).
Finalmente duas mãos de esmalte e ripes a debroar o pano e a escoder as tachas.
Ah, já me esquecia, no final duas ripinhas acabavam em beleza ao compor o quebra mar.
Que saudades.
Comentário de Carlos Manuel de Lima Barros em 7 dezembro 2009 às 23:56
De facto, os Pioneiros tentaram denodadamente ,implementar a prática da Canoagem em Esposende.
Sem tentar repetir o que disse , e bem, o Manel Maria, o Prado "nadava" com outro estatuto juridico e, deste modo, legal , e os apoios que tinham eram logicamente, maiores que a nossa" canoagem pirata" em que o Engenhoca Né Beleza, antigo companheiro de carteira, no Ext. Infante Sagres, conseguia, com o apoio do Luis Lamela e M. Maria. construir belas e seguras embarcações e pagaias.
Posteriormente , surgiram guerras de "inveja" - canoas surripiadas da nossa sede , antiga Casa do Povo...- que desmotivaram os atletas e dirigentes dos Pioneiros.


O Geninho participou em "Provas nacionais e internacionais "de canoagem, no Cávado, e numa delas a canoa virou e veio a nado para a margem, com sacrifício porque não dominada a arte de nadar muito bem..... Engoliu uns litritos de água salgada mas tudo passou....
Destas "estórias " se faz a HISTÓRIA dos Pioneiros.
Carlos Barros
Comentário de Carlos Manuel de Lima Barros em 7 dezembro 2009 às 23:44
"Os Pioneiros"
Na senda do historial dos "Pioneiros", Grupo Desportivo e Cultural que despoletou e implementou o Desporto Popular em Esposende, nos meados da década de 70, apraz-me relevar uns atletas que fizeram algum "furor":
O Geninho, o João Laranjeira, o Fernando Pompeu e o Martinho, penso que era de Belinho. Estes atletas treinavam ,quase diariamente, pelo menos, seis quilómetros, em volta de Esposende, para competirem en Braga, defendendo as cores do nosso N.D.C. Os Pioneiros e conseguiram algumas proezas desportivas em provas de "meio fundo" . Sem material desportivo adequado, porque os recursos eram parcos, estes valorosos atletas honraram Esposende na modalidade do atletismo, como comprovam as medalhas que ganharam.
Mais uma faceta a acrescentar na "história" deste Núcleo Desportivo que muito dignificou o nome de Esposende.
O amigo Hercilio Campos , O Manuel Maria da "Ritinha" e mesmo, o falecido Rui Moura, foram os "taxistas" para transportar os nossos atletas para Braga e outros locais.
Chegamos a competir no Jamor, "pista de Tartan", uma novidade para a malta...
Carlos Barros-ex-dirigente do N.D.C. Os Pioneiros.
Comentário de Manuel Maria Fernandes Ferreira em 26 novembro 2009 às 1:41
Quando tentamos iniciar a componente náutica nos pioneiros e compramos uma guerra com o Club Nautico de Prado, tivemos um amigo de Braga da Direcção geral dos Desportos, meu conhecido, e que ainda há pouco tempo, que para mim são há alguns anos, encontrei em Guimarães, o Professor PAUL, deu autorização par os levantar-mos em Prado, e vieram. Mas tinha-mos um contra connosco; eramos um núcleo PIRATA. Fundado por carolas, sem personalidade jurídica, e o club de Prado tinha tudo a favor. Perdemos a batalha, mas não perdemos a guerra. Os baixos do Luis Lamela eram enormes e a tecnologia dele e do Né Beleza fez com que uma unidade fabril Pirata se desenvovesse, e assim, com réguas de estuque, tela,e tinta de Óleo de linhaça, estes dois Construtores Navais, passaram a construir as nossas próprias embarcações e a unidade fabril começou a debitar em série para o exterior, lindas canoas movidas por lindas pagaias. Até eu ensaiei a primeira num "Bota-a-Baixo" no cais do sul devidamente enfarpelado de fato de trespasse, e não fosse eu ter aprendido a nadar com o tio Chipas no Salva Vidas, com aqueles velhos coletes de cortiça forrados a pano crú, e teria morrido afogado como um gato, a quando das primeiras pagaiadas virei a canoa ao chamamento do Né Beleza. Nadei até ao barco do Zé Bebado que estava sempre apoitado em frente à casa do zé Feliz, e que na ocasião me serviu de tábua de salvação. Restou-me o sermão da mulher e mudar de fato após um bom banho quente em casa. Estórias dos "PIONEIROS"
Manuel Maria Ferreira
Comentário de Carlos Manuel de Lima Barros em 26 novembro 2009 às 0:19
Os Pioneiros, continuam à espera de notícias!

Esposendenses, ex-atletas dos PIONEIROS:
As vivências no seio desse Grupo Desportivo/Cultural têm de sair
cá para fora...
Um abraço
Carlos Barros
Comentário de Carlos Manuel de Lima Barros em 14 novembro 2009 às 17:27
Luis Lamela:
De facto tinhamos uma pessoa na Delegação dos Desportos da DGD de Braga que nos facilitava o envio de muito material penso que era o tal Lessa. Realmente eramos um grupo muito dinâmico e polidesportivo até "às Goelas". Era o VOLUNTARIADO na sua plenitude.
Um abraço
Carlos Barros
Comentário de Luis Lamela e Lili Lamela em 14 novembro 2009 às 9:48
Não era um tipo chammado Leça e ligado ao desporto e juventude em Braga que também arrajava umas bolas e outras coisas do género?
Comentário de Manuel Maria Fernandes Ferreira em 1 novembro 2009 às 18:33
Como me lembro bem deste grupo. Fundado na portaria do Bloco A1 da hoje rua engº Custódio Vilas Boas, sem a continuidade que hoje existe. A pista que formamos em terreno compactado, para os iniciados, ia desde o limite da rua ao final junto á casa do Sr. Mário Marques Henriques, e o campo de Voleibol em piso de areia era no actual espaço ocupado pelo café do Vasquinho. Sem a prestimosa colaboração do Inspector Hercilio Campos, o cronometrista das médias, não nos teria sido possível fazer tantas deslocações às distritais de atletismo no estádio 1º de Maio em Braga e até nacionais a Lisboa ao estádio do Jamor, em organizações da então Direcção Geral dos Desportos. Mas o grupo não se ficava por aqui em eventos. O Landinho, pai do Pedro e do Zé, encarregava-se de construir todos os anos na barbearia os balões para serem lançados nas noites de S. João. Não havia marchas, mas havia champarreão para os de escalões superiores e sumos para os infantis.Ainda ha dias encontrei o Leiria, antigo funcionário da Direcção Geral de Desportos, encarregado do material desportivo e que com alguma diplomacia minha e do Hercílo, lá conseguia-mos carregar na boa mais algumas bolas para a rapaziada, e balizas de ferro brancas e pretas em lindo zebrado, que luxo, para substituir as velhas e podres de troncos de eucalipto. Foi um prazer para mim o Carlinhos ter iniciado esta tertúlia assim como ao Geninho (desculpa-me o diminuitivo), trazerem à memória da ribeira estes momentos que quase sentia estarem apagados na do colectivo. Na verdade há coisas que não se esquecem. Mas as conversa são como as cerejas. Vai do começar. Apareçam os activistas.
OBS: E não havia verbas, nem subsídios, nem cotizações. Os "directores" arcavam com as despesas.
 

Membros (15)

 
 
 

© 2020   Criado por José Alexandre Areia L Basto.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço