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Nascidos em 5.

Já que há os nascidos em 80 por que não na década de 50? Mais velhotes, mais recordações próprias. Vamos mostrar à malta mais nova do que somos capazez.

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Externato Infante Sagres- Esposende

Iniciado por Carlos Manuel de Lima Barros. Última resposta de MARGARIDA REIS 7 Fev, 2010. 5 Respostas

   É justo reconhecer o contributo que o Externato Infante Sagres desempenhou, a nível do Ensino, para uma geração de jovens esposendenses que tiveram ensejo de estudar em Esposende, junto das suas…Continuar

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Comentário de Carlos Manuel de Lima Barros em 29 abril 2010 às 16:29
Externato Infante Sagres-Esposende:

Não desejava alongar-me muito sobre a actividade deste importante estabelecimento de Ensino sem, contudo, ouvir mais testemunhos de amigos
que tiveram o seu percurso escolar neste externato.
Ainda hoje tenho a minha caderneta escolar do Infante Sagres com os respectivos registos das "notas", por sinal., não muito famosas...
Eu queria era ver uma bola de futebol a rolar...Aí, teria uma nota elevada!~

Carlos Barros
Comentário de Marino de Azevedo Carneiro em 21 fevereiro 2010 às 0:39
Mais um reforço para os nascidos em 5, precisamente em 54, nasci mesmo no centro da cidade (na altura vila) na Rua 1º de Dezembro nº54, onde hoje se encontra a boutique charles.
Em frente à casa onde nasci existia o parque jardim da nélia que era na altura considerado um dos sítios mais nobres da vila, era mesmo muito bonito. Mais tarde esse extraordinário local veio dar lugar ao actual Hotel Nélia. Ainda me lembro de eventos lá realizados que provavelmente farão parte das muitas e boas recordações que alguns terão.
Comentário de Antonieta M. Beirão N. Gonçalves em 11 fevereiro 2010 às 18:03
Também nasci em 51. Foi uma época austera, apesar de eu não ter sentido muito. Os meus pais sempre eram professores e com algumas economias e vida regrada não nos faltou nada. Nada? Não sei qual é o meu conceito de nada e qual é o conceito de nada dos jovens dos nossos dias.
Carro, não tínhamos. Festas de anos, não me lembro. Televisão, íamos ver para a casa da D. Marcinha ( minha madrinha de baptismo) , onde tínhamos banquinhos marcados.Viagens no estrangeiro? Nem no país.Quando a minha irmã, já professora,adquiriu um "Morris", lá íamos todos os anos à Serra da Estrela, visitar uma tia , onde o meu pai tinha as suas raízes. É que antes do aparecimento deste carrinho, lá viajávamos de comboio, demorando um dia inteiro. Paragem em todas as estações e mudávamos na Pampilhosa. Maneiras de viver nem piores, nem melhores, mas diferentes, muito diferentes. Gosto de viver nos dias de hoje, mas também tenho muitas saudades e recordações do ontem.
Comentário de Carlos Manuel de Lima Barros em 7 fevereiro 2010 às 19:33
O Externato Infante Sagres:

Das inúmeras personagens que trabalharam lá,- professores, funcionários, "auxiliares"- não queria deixar de citar a Sr.ª Maria "Japonesa", sempre solícita e muito educada que trabalhava na papelaria, para além de outros serviços que efectuava, e que nos vendia aquelas folhinhas para os "pontos"- testes escritos- com o "timbre" do Externato para além de muito outro material escolar.
O Fernandinho da "Consoela" , Contínuo, trabalhou no inicio ou abertura do Externato, posteriormente seguiu-se o senhor Quintino que era "Os olhos e ouvidos do Director" (lembram-se dos Vizires-?) e se pusessemos a "pata na poça", o que raramente acontecia (???) lá vinha o relatório para o Director , ao que se seguia a reprimenda, psicológica/pedagógica e raramente física, ...
Pisar o jardim. era "admoestadela" certa mas o respeito existia e o ambiente escolar era, não muito severo, mas "sustentado" por parte de todos.
Era a sustentabilidade que, nos tempos de hoje, está na moda da política....
O Dr. Barros, professor de Desenho e de Matemática, deixou as suas marcas de grande profissionalismo, com "lapsos de pedagogia" actualmente intoleráveis nos dias de hoje.
Um abraço amistoso, deste aluno do Externato Infante Sagres, desde a sua abertura...
Comentário de Manuel Ferreira Vieira em 1 fevereiro 2010 às 21:22
Para reforçar o 5 nasci em 55 e por isso tenho direitos para escrever mais um pouco. Era o 2º e depois ainda nasceram mais nove em ambiente de muita humildade sem reis magos, mirrados e oiro sem quilates. A minha mãe dizia que mamei até tarde e só bem mais tarde retomei o vício, que me deu formas com mais substância.
A infância recordo-a várias vezes ao reencontrar outros de 55 ou por ali perto, ao rever a sacola de sarapilheira, a lousa, os regrões, o tinteiro e o aparo da caneta, num imaginário descalço e de desafio ao frio, com fuga às vacinas e a embalar a colher cheia de óleo de fígado de bacalhau. Da sopa da cantina às declamações do 1º de Dezembro ia um passo, com a bênção de um professor Pio que marcou a diferença na minha vida. E ainda vou na infância...Mas não me vou alongar mais porque cresci.E hoje pressinto porque mamar até tarde foi bom, embevecido pelo carinho da mãe simples que eu tive.
Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 31 janeiro 2010 às 1:35
Excluir comentário Nasci em 59. Em Julho, na casa onde morávamos, na Avenida do Hospital. Na actual casa da família Castilho. As minhas memórias dos anos 50 são excelentes. Posso dizer que foi o melhor período da minha vida. Mamei que me fartei e vivi rodeado por mulheres que me tratavam como a um príncipe e observavam com atenção especial. A primeira foi a Olívia Parteira (que merece um blog próprio). Deu as voltas certas para que eu visse a luz do dia. A segunda, foi a minha tia Amelinha (mais tarde promovida a madrinha) que não estragou o serviço da Olívia Parteira porque não calhou, com tanto agasalhar e açanicar cá o rapaz. A terceira foi a minha avó Candinha que, por entre orações, lá foi esboçando uns sorrisos de boas-vindas. Depois foi a senhora a quem fui entregue para cuidar de mim até aos vinte e tal anos - a minha mãe. Ainda agora vai cuidando, eu é que já não dou tanta confiança e estou um bocado mais pesado.
Ainda havia as empregadas (criadas, na altura!) que me passeavam pela casa e jardim. Recordo com saudade a Lurdes e a Eduarda. À janela da frente, mostravam-me quem passava na rua. Não devia ser má gente que eu não desatava a berrar. Na das traseiras, mostravam-me os gatos e os "piupius" que por lá gravitavam e que tanto me entuasiasmavam. Era uma alegria! De colo em colo, mamava, arrotava, dormia e embalava. Era só bons hábitos!
Naquele tempo até a moda contribuía para o meu bem-estar: camiseiros, corpetes, confortáveis conjuntos de calça e casaco da mais pura lã proveniente da Casa Roriz e manualmente fabricados pela minha Tia Ermelinda, carapim a condizer,... Moda que associava elegância e conforto, uma grande receita.
Naquela altura, o meu principal entretenimento era agitar um guizo que alguém, muito gentilmente, me ofereceu. Era bestial. Tinha uma sonoridade tal que punha a cabeça em água ao meu pai. Era um brinquedo muito completo. Por vezes usava-o também como arma de arremeço. Nesses momentos ganhava uma volta pela casa, ao colo da empregada.
Não me posso queixar desses tempos. Excelentes recordações.
Comentário de maria herminia gigante bacelar f em 30 janeiro 2010 às 21:41
Nasci em 56, fartei-me de brincar no largo onde nasci e cresci, fui aluna do Infante de Sagres e faço parte do grupo de alunos que foi à prova oral no 2.º, conforme notícia publicada pelo João Maria
Comentário de Luis Lamela e Lili Lamela em 29 janeiro 2010 às 22:49
Falta pores a foto. E quanto à constipação o melhor é ires ao médico.
Bjs
Luís
Comentário de MARGARIDA REIS em 29 janeiro 2010 às 21:18
Nasci em 54 e vivi até 74 numa casa linda na r.Narciso Ferreira,junto ao Grémio da Lavoura,em frente da antiga Pensão Laranjeira.Tinha um jardim grande e muito cuidado que servia também de cenário às "reportagens fotográficas" de vários casamentos feitas pelo Tininho que tinha o seu estúdio por baixo da minha casa e a quem eu dava cabo da cabeça para me tirar fotografias.Agora essa casa está quase em ruinas e até me custa passar por lá onde fui tão feliz ( até pareço o Malato ) durante 20 anos.SAUDADES!
Comentário de Manuel José Igreja Nunes Beirão em 24 janeiro 2010 às 23:16
O projecto foi lançado e já houve intervenções bem bonitas, nomeadamente a da Guigui. Os inscritos foram poucos, mas mais virão. Eu, na altura tinha escrito. " para mostrar o que valemos", e chegou a altura. Vamos tentar, sem preconceitos, fazer uma monografia do que era a vida em Esposende nos anos 50. O que peço é que cada um escreva um texto a descrever o que era a sua vida nessa altura, baseado em determinados temas, não se assustem, um de cada vez. Eu, faria o resumo da análise que seria apresentada para discussão. Os temas poderiam ser, por exemplo, a habitação, o vestuário, a alimentação, os brinquedos, a Escola, as brincadeiras, o agregado familiar, o quarto, etc. etc., isto é , todos os temas que quiserem sugerir além destes serão bem-vindos.
É certo que na altura havia assimetrias sociais, que hoje não existem. E por força, não só da evolução país, como do nosso esforço e dos nossos Pais para as atenuarem. E, é motivo de orgulho podermos dizer aos nossos filhos: Nós vivemos assim, e vejam o que nós fizemos para vocês poderem viver assim agora.
O primeiro tema que sugiro é o da habitação. Descrever a casa, os compartimentos, o conforto, e se a paciência chegar a tanto, o esboço da casa. Quantas pessoas lá viviam e quem eram.
Mas ficará tudo à vossa consideração.
Espero retorno
Um abraço a todos os "velhotes" de 50
 

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