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HISTÓRIA DO SPORTING CLUBE DE BRAGA

Iniciado por Luisa Lamela Gomes dos Santos 6 Maio, 2011. 0 Respostas

Sporting Clube de BragaOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação,…Continuar

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Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 14 abril 2013 às 0:27

Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 14 abril 2013 às 0:25

Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 24 fevereiro 2012 às 0:27

Demos um banho de futebol em Istanbul. Foi uma pena o azar não nos ter largado.

Comentário de Luisa Lamela Gomes dos Santos em 20 maio 2011 às 1:06

Já reparou que os treinadores de nome mais sonante do Sporting Clube de Braga foram depois parar aos tais clubes grandes e dar-lhes imediatas vitórias? Foi assim com o Jesualdo Ferreira no Porto, com o Jorge Jesus no Benfica, na época passada, e agora vamos ver o que fará o Domingos Paciência no caos em que se transformou o Sporting. Até parece que o Braga é a escola onde eles se apuram para os tais voos mais altos (que não deveriam ser, mas se insiste em que sejam).

Obrigada pelo esclarecimento acerca da saída. Tinha exactamente essa ideia, mas por pura intuição.

Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 20 maio 2011 às 0:52

Foi tudo muito bonito e correu muito bem. De facto, há boa relação entre os dois clubes e ambas as cidades. Nesse aspecto, Braga tem essa vantagem de não ter rivalidades. Há binómios em que a correspondência se faz apenas num sentido. A referência que se faz em Braga relativamente a Guimarães, é mera diversão. O contrário é uma doença, grave, sem explicação.

Em Braga, poderia desenvolver-se esse tipo de rivalidade relativamente à cidade maior e mais próxima - o Porto. Mas, felizmente, não acontece. Isto dava uma excelente análise sociológica!

Em relação ao jogo, sinto uma enorme frustração. Ao contrário do que se poderia prever, e temia-se mesmo, por diversas razões e circunstâncias, este jogo poderia tornar-se um massacre para o Braga. Mas acontece que não foi. Não se pode falar de superioridade de nenhuma das equipas. Foi um jogo equilibrado em que um disparate de um jogador fez a diferença. Não foi uma falha qualquer, um erro como acontecem em todos os jogos. Foi um disparate! De tal modo que o treinador fez aquilo de que não me lembro de já ter visto - retirar o jogador de imediato. O Rodriguez, um jogador que eu tanto apreciava, já não veste mais a camisola deste clube.

O resultado podia cair para qualquer dos lados. Depois do golo, era praticamente impossível ao Braga recuperar nos 45 minutos finais. A equipa do Porto estava cheia de confiança, em boa forma física e com muitas alternativas. O Braga, não.

Apesar de tudo, acho que fizeram um excelente jogo. Nada espectacular, mas rico. Tivemos várias oportunidades de golo, mas a sorte não estava lá. O árbitro também não ajudou. Acontece.

Em relação ao Domingos, sabe como é, Luisinha, em Portugal existe este fenómeno de haver dois clubes "nacionais", um "regional" e os restantes são locais, se não paroquiais. É como tudo. Podíamos ser uma excelente nação, desenvolvida, rica, civilizada, organizada, com um território ordenado, etc. Mas não somos. A razão é a mesma. Também no clubismo este atraso se reflecte, criando desequilíbrios, macrocefalias aberrantes, mas poderosas. Sempre que algum dos três maiores clubes quer alguém dos restantes, é só acenar.

Tenho muita pena que o Domingos, que me parece realmente um técnico cheio de capacidade, não tenha tido uma oportunidade melhor (a esta hora ainda não está nada oficializado) que a do Sporting, um clube que não faz mais do que queimar gente. Pelo menos, não é o que eu desejava para ele. Acho que merecia melhor.

Por outro lado, existe um pouco a noção de fecho de ciclo. Talvez isto seja mais que apenas uma noção. É algo que acontece naturalmente, a que se junta a incapacidade de resistir a algumas saídas provocadas pelo assédio de outros clubes. Deve ser uma fase muito difícil para quem gere isto tudo.

Além disto, também há a postura dos clubes que não querem inviabilizar uma possível evolução da carreira e das finanças dos seus jogadores e técnicos. Ninguém quer bloquear a vida de ninguém que esteja na sua dependência. Seria muito mau em todos os aspectos.

Comentário de Luisa Lamela Gomes dos Santos em 19 maio 2011 às 23:22

Jornais e canais televisivos trazem hoje, em manchete, notícias da final da Liga Europa. Li muita coisa e em nenhuma das fontes de informação vi desmentida esta honrosa realidade: O SPORTNG CLUBE DE BRAGA PROVOU QUE MERECEU ESTAR NA FINAL DE DUBLIN! Sei que isto não cala a frustração nem a mágoa dos Bracarenses (e não só), mas consola um pouco. Podíamos estar neste momento a lamentar uma notória desproporção de forças e desempenhos, em desfavor dos nossos Guerreiros, mas não estamos. De resto, como se viu, nenhuma das equipas foi brilhante, tendo ambas ficado bastante aquém de anteriores exibições, mais surpreendentemente o FC do Porto.

O Braga perdeu, sim, mas com dignidade, com honra, dando luta, sem tibiezas, sem acanhamento e sem medo. Digamos objectivamente que foi o 2º melhor, deixando para trás muitos poderosos.

Mas não era isto, esta repetição de lugares-comuns hoje invariavelmente badalados por toda a gente, que tencionava aqui dizer.

Queria, sim, destacar o desportivismo que rodeou a realização desta final, pela raridade de que este facto tão louvável se reveste, e pelo que contém de incentivo a que, de futuro, se atenuem as velhas práticas de insulto, violência e agressão, marcas tão vergonhosas e perigosas do nosso desporto-rei.

Sei que também isto é um lugar-comum, mas nunca será demais repeti-lo. Até à exaustão. Até que não seja mais possível acontecerem cenas de verdadeira irracionalidade como as que vemos nos ecrãs da televisão.

Li inclusivamente, já não sei em qual dos jornais, que os adeptos e os próprios jogadores do FC do Porto aplaudiram os Guerreiro de Braga. Isto é bonito, isto dignifica o futebol.

Outra referência que achei curiosa: um dos protagonistas da equipa do Braga, Custódio, é vimaranense e começou por jogar no Vitória de Guimarães. Não sabia. Tal facto fez-me pensar nesse fenómeno, tão frequente quanto incompreensível, que é a rivalidade entre localidades próximas. Poderíamos dar exemplo de vários "binómios: Esposende/Fão; Póvoa de Varzim/Vila do Conde; Braga/Guimarães, etc.. No que toca ao futebol, esta rivalidade agudiza-se aos níveis que conhecemos, e a destas duas cidades minhotas, separadas por 15/20km, parece não ter cura. Que pena!

Mudando de assunto, pergunto a quem sabe: foi feita alguma diligência pelos dirigentes do Sporting Clube de Braga para travar a saída do Domingos Paciência, o treinador que conduziu o Braga aos patamares mais altos da sua história? Fica-me a sensação de que nada foi feito nesse sentido e de que foi muito pacífica essa saída. Estou enganada?

 

Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 13 maio 2011 às 0:46

Recebi isto que passo a divulgar:

 

MANIFESTO

No próximo dia 18 de Maio, o SC Braga vai culminar uma época brilhante com a disputa da Taça da Liga Europa. Trata-se de um feito notável, ainda mais, porque o SC Braga não é um clube de grande dimensão, mas que, a todo o custo, tem vindo a lutar pela transformação do cenário desportivo nacional, procurando violar o sistema que limita as opções dos portugueses que pretendem a conquista de títulos, a apenas dois ou três clubes.

Todos sabemos que o SC Braga vai disputar o troféu europeu com um clube que, porque tem conseguido conquistar uma posição relevante quer em Portugal, quer no estrangeiro – O FC Porto -, reúne o ódio de muitos portugueses.

No actual quadro, é normal que os simpatizantes dos restantes clubes portugueses dividam o seu apoio por estes dois clubes. Dada a influência que clubes como o Benfica e o Sporting possuem na população e dado o “amor” que ambas as falanges nutrem pelo FC Porto, acredita-se que a tendência mais provável é para que toda essa gente oriente o seu apoio para o adversário do FC Porto, portanto para o SC Braga.

No entanto, com excepção daqueles que se podem considerar legítimos apoiantes de Benfica e Sporting – lisboetas, pessoas profundamente ligadas à região de Lisboa e, no fundo, representadas por aqueles clubes -, os restantes são povo que se espalha pelo território nacional (e não só) que, em lugar de apoiar as colectividades da sua região, optam por apoiar as de outros pontos do país com que nada têm em comum, num sinal de total divórcio com a sociedade em que se insere, de ausência de sentido cívico e de baixo nível civilizacional, que mais não contribuem se não para o profundo atraso do país. A esses, dizemos:

NÃO NOS APOIEM!!

Pensem antes em fazer crescer os clubes e enriquecer as colectividades das vossas cidades e regiões. São elas que vos representam. Não são, nem nunca serão, os outros que vos irão representar!

Olhem para o SC Braga e vejam que é possível, num curto prazo, com vontade e determinação, elevar um clube aos mais altos patamares do desporto nacional e até internacional, elevando e enriquecendo o nível competitivo dos campeonatos nacionais.

Esqueçam os “grandes”. APOIEM OS VOSSOS CLUBES. TIREM-NOS DA MISÉRIA A QUE O SISTEMA OS VOTA. AMANHÃ PODERÃO ESTAR A LUTAR AO MAIS ALTO NÍVEL E SERÃO, SEM DÚVIDA, O VOSSO ORGULHO.
 
Divulga.

Um grupo de braguistas

Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 7 maio 2011 às 15:53

Não sei qual a origem da denominação "GUERREIROS DO MINHO". Penso que terá sido criada pelo departamento de markting do clube, num dos últimos anos.

Todos os clubes têm uma mascote, normalmente um animal carnívoro, feroz, etc. Como já não havia disponibilidade destes exemplares na selva, tratou-se de, em lugar de uma mascote, encontrar um nome que transmitisse alguma agressividade e, simultaneamente, de grupo.

Assim,  com recurso a um certo sabor histórico da cidade (pré romana, romana e de capital da Galécia) saíu esta síntese de legião e clube que considero muito feliz. Aliás, a LEGIÃO DOS GUERREIROS DO MINHO mete qualquer "águias", "leões", "dragões", "lobos", "panteras", ou quaisquer outros bonecos de peluche, num bolso. 

Comentário de Luisa Lamela Gomes dos Santos em 6 maio 2011 às 21:45

Pergunto a quem souber responder:

_ Como, quando e porquê começaram a chamar-se "GUERREIROS" os nossos herois do Sporting Clube de Braga?

Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 6 maio 2011 às 19:06

Um segundo texto do mesmo autor:

 

46 quilómetros. Um diâmetro espacial que é menor do que une muitas das grandes cidades do Mundo. O espaço que separa o estádio do Dragão do estádio Axa. O Porto de Braga. Os dois finalistas da Europe League 2011. Um feito histórico para o futebol português. Um feito histórico para uma região que tem sentido, como nenhuma outra, o desmoronar da economia comunitária. Nesses 46 quilómetros vivem os projectos, as ilusões e as esperanças. Passe o que passar eles chegaram lá. A Dublin. Cidade com pronúncia do norte...
Um salto na história. Um salto desafiante. Um salto preciso.
O golo de Custódio gelou um país habituado à ladainha dos "seis milhões", um país que não entende de diferenças de credo. Um país que, ainda hoje, se esquece que há vida para lá da capital, que há vida para lá do império imaginário. O salto de Custódio, um puto de Guimarães que se fez herói em Braga. Coisas da vida! O salto de um jogador dispensado por um grande da capital e que deixou de ser uma promessa para passar a ser mais um zé-ninguém. Assim funcionam as coisas em Portugal. Palavras que Miguel Garcia e Hugo Viana poderiam fazer suas. Os três estavam lá e testemunharam aquele salto imenso que transformou um clube regional numa potência europeia. O Sporting Clube de Braga, esse clube que parecia uma moda passageira, é o 100º finalista de uma prova da UEFA. A quarta equipa portuguesa em lograr esse feito histórico. A primeira a deixar outra equipa nacional pelo caminho. Sem contestação.
Um projecto pequeno que a imprensa lusa sempre tentou empequenecer sem entender que os partidismos nacionais na Europa perdem todo o sentido. Este Braga, uma equipa com as contas em dia, uma equipa sem dividas e fundos a que recorrer quando as coisas apertam, é um caso sério. Desde a chegada de António Salvador transformou-se num autêntico grande, feito que só o Boavista pode reclamar fora do circulo dos três clubes que têm asfixiado o futebol português. Com a desaparição momentânea dos axadrezados destas contas e o progressivo empequenecimento do Sporting, o Braga tinha a oportunidade de dar um murro na mesa. Em 2010 o titulo perdeu-se por muito pouco, em 2011 Dublin conseguiu-se por pequenos detalhes. Estavam Vandinho e Mossoró desta vez. Estavam aqueles que aprenderam a lição de como se joga este tipo de duelos. E estava, sobretudo, uma equipa com fome de desforra. Ás vezes é o que basta. Isso e um salto imparável para furar os livros de história.
Os 46 kilómetros que separam Braga da cidade do Porto são quase a mesma distância da mais longa avenida do mundo. É muito para um país pequeno e muito pouco para um Mundo tão grande. As provas da UEFA já acolheram finais entre clubes do mesmo país mas nunca com uma proximidade geográfica tão gritante. Bracarenses e portuenses são quase vizinhos e em Dublin a festa terá uma forte pronuncia nortenha. Com sotaque do Porto.
Domingos Paciência era aquele miudo de Leça que mal tinha para comer e que muitas vezes lanchava na casa dos amigos porque estes sabiam que em sua casa só lhe esperava uma sopa. Esse herói das Antas tornou-se no messias da pedreira de Braga. Quando em 1994 o inglês Bobby Robson parecia ter perdido a confiança no esguio dianteiro um miúdo de 13 anos aproximou-se dele perto de sua casa e explicou-lhe como tinha de aproveitar as capacidades do internacional português. Esse miúdo, portuense de gema, que nunca passou fome nem lhe faltou nada, transformou-se no homem dos recordes e aos 33 anos no mais jovem técnico a chegar a uma final europeia. André Villas-Boas e Domingos Paciência representam dois lados bem diferentes da Invicta, da vida que pautou o norte de Portugal desde sempre. E o futebol uniu-os de tal forma que até na glória mútua acabam por ter de se reencontrar. Da mesma forma que o FC Porto se tornou um clube internacional depois do desprezo da capital que queria reduzir os azuis e brancos a "andrades" de província com uma final europeia (então perdida para a toda poderosa Juventus em 1984), também o Braga conseguiu soltar-se desses preconceitos sociais para fazer história. Celtic, Sevilla, Liverpool, Dynamo de Kiev e Benfica, todas elas equipas com títulos europeus no seu brilhante curriculum que não souberam aguentar o vendaval bracarense. Um vendaval em quem ninguém acreditou, eliminatória após eliminatória. Se ao FC Porto era reconhecido o seu favoritismo, que se foi cimentando a cada jogo e acabou numa eliminatória histórica face ao Villareal, ao Braga estava destinado o papel de patinho feio. Talvez por isso a equipa de Domingos seguiu sempre em frente, porque não teve de se preocupar em olhar para o espelho.
O Benfica, o terceiro português em discórdia, era o favorito. Antes de arrancar a Liga, antes de arrancar a Champions League e antes de arrancar a Europe League na sua fase a eliminar. Mas perdeu demasiado tempo a olhar-se reflectido num espelho enganador. Sem pernas, sem atitude, sem destreza mental, os encarnados actuaram numa semifinal europeia convencidos que estavam num duelo nacional sem grande importância. A arrogância, sempre patente no discurso do seu técnico, desencontrou-se com a realidade. Talvez se a eliminatória tivesse sido trocada e o duelo fosse com os espanhóis a equipa tivesse reagido de outra forma. Pagou o preço do pecado mortal que no futebol não perdoa, o orgulho. E assinou por baixo uma época a todos os títulos decepcionante. Não soube estar à altura da sua história, dos seus pergaminhos e do seu próprio futebol. O espelho mentiu, mas só a eles, porque havia muitos que conseguiam ver para lá da ilusão.
A 18 de Maio tornar-se-á num dia histórico para Portugal. Mas talvez a ausência dos representantes do centralismo asfixiante transforme uma festa europeia numa reunião de vizinhos. O impacto mediático dado, em Portugal pelo menos, será bem diferente se os rostos fossem outros. É de esperar, afinal não seria a primeira vez. Mas a Europa estará forçosamente atenta e tentará descobrir o que está no meio destes 46 quilómetros que unem mais do que separam. Do Bom Jesus de Braga vê-se o Douro? Talvez não, mas o eco da pronuncia do norte já se ouve lá longe nas areias dançantes de Dublin...

 

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