ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza

Luis Lamela e Lili Lamela
  • ESPOSENDE
  • Portugal
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Discussões de Luis Lamela e Lili Lamela

BIBLIOTECA QUASE VIRTUAL

Iniciou esta discussão. Última resposta de Vania Rey 26 Ago, 2010. 20 Respostas

Este é um espaço para quem quiser por livros à disposição dos outros.Começo pelos já falados:A VARANDA DO FRANGIPANI - Mia CoutoUm grupo de velhos abandonados à sua sorte, numa analogia a Moçambique,…Continuar

VAMOS CONSTRUIR UM SHARP

Iniciou esta discussão. Última resposta de Nelson Romão Machado 25 Abr, 2012. 24 Respostas

O Zé Meiras postou umas fotos dum sharp em que andei várias vezes com ele. Era um barco maravilhoso.Desafiei-ou para construirmos um (ou muitos) para dar ao nosso rio otempero das velas ao vento. O…Continuar

MALTA DA RIBEIRA, PRECISO DE AJUDA

Iniciou esta discussão. Última resposta de FERNANDO MARIA LOUREIRO FERREIRA 23 Jan, 2010. 9 Respostas

Ao verificar que já somos 209 membros neste blog lembrei-me de uma coisa. Porque não criarmos uma bolsa de entreajuda? Temos aqui um forte meio de comunicação e, quem sabe, poderemos ser úteis uns…Continuar

AINDA EU CORRA O FADO QUE O DINHEIRO CORRE

Iniciou esta discussão. Última resposta de AntonioJorgeMotaCruz e MªArminda 4 Maio, 2010. 14 Respostas

Era assim que o FERNANDINHO afirmava as suas verdades quando alguém punha em dúvida as suas afirmações.O FENANDINHO, Fernando Matos, Fernandinho Ferreiro, foi um personagem que marcou muitas das…Continuar

 

Página de Luis Lamela e Lili Lamela

Últimas atividades

Informações do Perfil

Idade:
62 e 59 anos
O que fazes?
Reformados
Onde vives?
Gandra-Esposende
Qual a tua ligação a Esposende?
Natural e Residente
Onde nasceste?
Esposende-Largo Rodrigues Sampaio, 15/Largo Tomás de Miranda

CAMPEONATO NACIONAL DE REMO 1972

CAMPEONATO NACIONAL DE REMO
MOCIDADE PORTUGUESA
1972

VEJAM A FOTO QUE PUBLICO ANTES

CAMPEONATO NACIONAL DE REMO
MOCIDADE PORTUGUESA
1972

Grande confusão na Ribeira. Tinham chegado uns tipos de Prado, com um grande camião, prontos para levar o último escaler vivo para o clube de remo de Prado. Rebate no povoado. Não podia ser. A revolta instalou-se e tudo se opôs à saída do “Abafar”, assim se chamava o último Yolle de Quatro capaz de flutuar. A malta juntou-se em frente ao portão da garagem da Alfândega(quartel da Guarda Fiscal) e o camião lá foi, rumo a Prado, sem barco nenhum. Tínhamos vencido.
Mas o problema estava criado: ou Esposende remava ou o barco ia embora. Ordens de cima e em 1972 as ordens de cima eram complicadas.
Foi nessa altura que o Júlio Amorim (Deus o guarde) me desafiou a arranjar uma equipa para ir ao Nacional. Se não o conseguíssemos o barco ia embora e o remo acabava em Esposende. Lá ia a memória do Barbosinha, do Firmino, etc. que tantas glórias deram à nossa terra.
Aceitei o desafio e fui procurar pessoal. E tinha que ser pessoal musculado. Falei com o Juca (João Maria Costa) e dele passamos ao Américo Loureiro (o Tainha). Só faltavam dois. Falamos com o Artur Miquelino (que saudades) e finalmente com o Candinho (o Gaivota). Tava feito. Mas como o convite dava direito a mais um elemento também entrou o Bacelos que, sendo oficialmente suplente, era de facto o fotógrafo da equipa. E assim ficou constituído o time:
Comissário-Júlio Amorim
Treinador e Timoneiro-Luís Lamela
Boga-Artur Miquelino
Sota-Boga–Américo Loureiro
Sota-Proa-João Maria
Proa-Candinho
Suplente-Quim Bacelos

Depois de muitos treinos que sempre incluíam um assalto às laranjas na casa do canto na Barca do Lago, lá chegou o dia de partir para o Porto. Apanhamos a camioneta que já trazia os de Caminha e os de Viana. Categoria!… até os barcos traziam em cima da camioneta. E nós?... nada; um saquito com alguma roupa e pouco mais. Logo na entrada da camioneta a sensação foi esquisita. Só meninos de liceu de pelezinha branca e cara deslavada. Os nossos quase chegavam ao tecto da camioneta. Quando viram o Artur e o Gaivota até tremeram. “Que gajos grandes…”, diziam os putos assustados. E a malta de cá já resmungava contra o Júlio Amorim porque só nós é que não levávamos o “Abafar”, o nosso barquinho querido.
Chegados ao Porto fomos instalados num 5º andar da Avenida da Liberdade, Pensão Monumental, mesmo junto à Câmara. Destinaram-nos dois quartos: um de cama de casal e outro de cinco camas. Muita pinta, um hotel com quartos de cinco camas! Organizou-se um sorteio e calhou-me a cama de casal em sociedade com o Bacelos. Fomos inspeccionar os aposentos e nem vos digo, nem vos conto. Do melhor. Até tínhamos pensos higiénicos usados na mesinha de cabeceira, no compartimento onde era suposto estar o penico.
Seguiu-se o jantar. Já lá estavam todas as equipas: Caminha, Viana, Esposende, Aveiro, Figueira e Lisboa. Os do Porto ficaram nas casas deles, que o anterior regime não era de gastos desnecessários.
Em relação à porta de entrada na sala, a nossa mesa era a última, junto às janelas. Daí sermos os últimos a ser servidos do cozido de pescada que era o menu daquela noite. Por isso o Gaivota, ao ver que a travessa pouco mais tinha do que um pano (que estava no fundo para chupar a água) armou logo um banzé que levou a empregada a pôr-lhe mesmo o pano no prato. Valeu a intervenção do Júlio Amorim senão nem chegava a dormir com o Bacelos. Era tudo corrido ali mesmo. Depois foi a cena das bebidas. Enquanto todos aqueles atletas de elite bebiam água ou leite, os meus remadores clamavam por mais uma garrafa de vinho. Aquilo é que era sede!
Fim da janta veio a ordem de recolher. Tudo dormia enquanto no quarto de cinco, seis jogavam cartas e o Júlio mandava fazer pouco barulho. Alta competição em Esposende é assim.
Manhã de Sábado, dia de treinos. Seguimos para Gaia e depois de nos darem um barco velho do fluvial fomos para o rio. Só para ver como era o barco, pois não pudemos remar durante todo o dia. O Candinho tinha desaparecido e remar com o suplente, o Bacelos, era uma vergonha. O Júlio quase tinha um ataque de preocupação porque o rapaz devia-se ter perdido no Porto. “Quando chegarmos a Esposende sem ele o Pezinho vai-me matar” dizia o nosso director.
Chegados ao Hotel/Pensão ao fim da tarde lá estava o nosso companheiro. Atiramo-nos a ele e insultámo-lo de tudo. “Gaivota, onde te meteste, ranhoso?” perguntava o Artur. “Nunca tinha andado de elevador e hoje aproveitei. Andei todo o dia.”
E assim chegou o dia da prova. Manhãzinha no cais de Gaia, barco na água e toca a posar para a fotografia. Equipa em frente à Ponte D. Luís e o Bacelos assume a sua função; máquina em riste e Zás. E Zás, outra, e outra e outra. Resultado: tivemos que dividir o custo das fotografias, pois na maior parte não ficamos. É que o fotógrafo (quem diria que hoje é um mestre nessa arte) punha o olho fechado na máquina e espreitava por fora. Numa das fotografias que nos tirou até apareceu o Né Beleza e o Sr. Miquelino que estavam a assistir na outra margem, do lado do Porto. E nós estavamos em Gaia.
Mas quando saímos do cais, direitinhos, cada um na sua posição, cada pé no seu slide, até metia gosto. A nossa equipa metia respeito. Claro que não se deve dizer que até à linha de partida iam todos de cigarro ao canto da boca e com o maço pousado ao lado do banco, Coisas de atletas!...
Partida dada, arranque fenomenal, saída na frente e eis que a forquilha do Juca (João Maria) abre. O remo sai disparado e lá vão as costas do Américo. Gritaria e pára a prova. Vem a lancha e mandam-nos remediar. Lá se deu umas cacetadas na forquilha, mas aquilo estava condenado. Outra partida, mais duas remadelas e lá vai o remo do Juca. Mais uma vez gritaria, mas o Júri nada fez. Tudo a remar rumo à meta. Aos nossos, ninguém os calava a protestar. Foi aí que resolvi dizer ao Juca para pôr o remo ao alto e arrancarmos só com os três restantes. E, graças à força do nosso Boga, o Artur Miquelino, sozinho do seu lado, arrancamos em grande picada, ultrapassando uns e outros, até atingirmos o 3º lugar com que ficamos na final.
Para acabar em beleza seguiu-se um desfile das embarcações em prova frente à tribuna instalada na ribeira do Porto. Grandes figurões aí estavam que nós mal sabíamos quem eram. Devia ser o Governador Civil, alguns militares e muita outra tropa da antiga senhora. Palmas e muita alegria até passar o barco de Esposende: tripulação a pé dentro do mesmo. Remos a bater no fundo e gritaria de protesto como seja: “ vai ao fundo, ladrões, nós é que ganhávamos se não fosse a forquilha…” Não fomos presos porque não calhou, mas se não ganhamos no remo, ganhamos nos protestos, que nisso nós somos muito bons.

Tão bons que depois disso nunca mais se remou, nunca mais ninguém quis ir à Guarda Fiscal buscar o barco para andar no rio, nunca mais ninguém se sentou num escaler em Esposende. E o Abafar de tanta saudade ainda deve hoje responder com toda a velocidade aos braços fortes da rapaziada de Prado que continua a gozar a sorte que Deus lhes deu: a de ter um rio tão lindo como o Rio Cávado. E nós?

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Blog de Luis Lamela e Lili Lamela

TUDO COMEÇOU NO VELASCO - SNACK TASCO

Postado em 28 novembro 2017 às 21:44 1 Comentar

Uma certa noite, seriam por aí 11 horas, estava eu a beber um fininho no Velasco, quando reparei que ao balcão estava o Zé Batateiro. Para quem não se lembrar do Zé era o sogro do Tone Barbeiro que emigrou para o Brasil, matou um polícia logo à chegada e passou o resto da emigração na cadeia. Se isto não for exactamente assim foi como me foi contado em algum…

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O FERNANDINHO

Postado em 27 novembro 2017 às 21:30 5 Comentários

Vou contar uma história passada cá no burgo há muitos anos atrás. O protagonista foi uma figura inesquecível de muitos Esposendenses: O FERNANDINHO.

Como todos os meus contemporâneos se lembram o Fernandinho fazia tudo e mais alguma coisa. Desde concertar canos, soldar regadores, limpar fossas tudo servia para ganhar um dinheirito que depressa passava do bolso…

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                                        Tinha eu sete anos, nesse 14 de Maio, quando partiu.

Postado em 14 maio 2015 às 22:34 4 Comentários

                                        Tinha eu sete anos, nesse 14 de Maio, quando partiu.

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25 de Abril

Postado em 24 abril 2014 às 23:30 2 Comentários

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Às 9:25 em 18 julho 2017, João da Cruz Rites disse...

Parabéns amigo Luís, que o dia seja passado na maior calma e harmonia e te encontres muito bem de saúde, para poderes viver este teu dia. Um grande abraço.

Às 18:10 em 18 julho 2016, João da Cruz Rites disse...

Amigos Luís e Lili parabéns e muitas felicidades pela vida fora. Um abraço nosso.

Em 4:44pm on julho 18, 2015, Manuel José Igreja Nunes Beirão deu para Luis Lamela e Lili Lamela um presente...
Presente
Good rainbow tie...
Em 10:53am on julho 18, 2015, Maria Paula Fernandes Ferreira deu para Luis Lamela e Lili Lamela um presente...
Presente
Parabéns.Que seja um dia repleto de felicidades. Bjs
Em 6:26pm on julho 18, 2014, Maria Paula Fernandes Ferreira deu para Luis Lamela e Lili Lamela um presente...
Presente
Parabéns,com votos de um dia muito feliz e tudo de bom.
Às 16:14 em 18 julho 2014, João da Cruz Rites disse...

Amigos parabéns e votos de um excelente dia de anos, um beijo e um abraço.

Às 1:12 em 25 abril 2014, Luisa Lamela Gomes dos Santos disse...

Luisinho, fiz um comentário ao teu post do 25 de Abril e vi que tem de ser aprovado antes de publicado. Fiquei surpreendida. "Tás" mesmo a moderar os comentários ou há para aqui algum engano?

Um beijinho.

Às 14:18 em 21 janeiro 2014, João da Cruz Rites disse...

Obrigado Luís e Lili. Um abraço.

Às 23:39 em 21 setembro 2013, José Reis Loureiro disse...

Caro Amigo. Já postei algumas fotos. Postei-as na sua página e elas foram parar à minha ( não entendo nada disto)! Grande dia de vela hoje! Talvez seja para a despedida do Verão. esperemos que não. Um abraço.

Às 18:01 em 28 julho 2013, Carlos Manuel de Lima Barros disse...

Luis:

As nossas memórias dos nossos tempos serão imortais e em casa dos meus tios, na mercearia/ tasca/ armazém vivi momentos de convívio com os amigos e pescadores que estão aqui gravados.

 Do quintal da minha tia, ia para o teu, depois de subir a "masmorra" dos porcos que a minha tia criava e o equilíbrio fazia o resto...

Os sacos de milho e feijão amontoavam-se para serem transportados para Famalicão- Cibrão- em camiões e eu de miúdo, ajudava o meu tio a  levantá-los...se fosse hoje não o fazia!...

 Aquela calor  tropical  sufocante  que se irradiava do interior dos sacos e os nossos braços ficavam com "bálsamo" do milho-pó...- e os mergulhos das nossas mãos eram constantes porque era prazer...

Um abraço grande

Carlos da jandirinha

 

 
 
 

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