ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza

CAMPISMO SELVAGEM NA SALA DE VISITAS DE ESPOSENDE

CAMPISMO SELVAGEM NA SALA DE VISITAS DE ESPOSENDE

Reconheço que cumprir regras não é fácil; assim como não desrespeitar os sinais de trânsito, bah!, quão complicado por vezes; reconheço ainda que estacionar em lugares indevidos, hum…uma tentação! (ainda que um sinal de trânsito, este de proibição de estacionamento, é assim como o parente pobre de toda a sinalização rodoviária, desde, que, a nossa interesseira atitude, no caso, de estacionar, nos pareça mais ou menos justa (que isto de justeza, sabemos bem como as confusões e as trapalhadas levam a sua adiante…).

Mais ainda reconheço que a marginal de Esposende não possui condições próprias para acampamento, como saneamento, etc.. E, seguramente, todos concordarão comigo, esta marginal é uma espécie de sala de visitas desta casa linda que é a nossa terra. Alguém já pensou em fazer da sala de visitas de sua casa uma garagem? Não, pois não?

Bem a GNR se esforça, com tacto e gentileza q.b., persuadindo os veraneantes a mudar de lugar e a procurar outro apropriado (ah, penso que toda a gente tem conhecimento que o acampamento selvagem está proibido; bom, infringir leis, um tentação, dizia…), mas logo ao esvaziamento da dita “sala de visitas”, logo outros (ou os mesmos?) não resistem ao lugar idílico e fazem tábua razão ao sinal de proibição.

Qualquer dia, vou encher-me de coragem – penso que a coima deve ser inexistente ou tão minorca que o “crime compensa” e, em vez de pagar o hotel de duas estrelas ou similar onde penso passar as minhas férias, arranjo uma tenda ou uma auto-caravana, se um certo amigo meu estiver virado para o empréstimo, e vou por aí fora gozando em pleno a natureza. Óbvio, estaciono, e monto os tarecos indispensáveis ao meu lazer na sala de visitas das cidades mais lindas…

Bernardete Costa

Exibições: 288

Comentar

Você precisa ser um membro de ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO para adicionar comentários!

Entrar em ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

Comentário de José António Zuzarte P. Queirós em 29 setembro 2010 às 22:58
Boa noite, Zé Alexandre.

Não é isso, sabes muito bem. Não caias é em tentações de politico de paróquia ou vendedor de sabonetes!
Só te queria dizer que as opiniões, só porque são diferentes das nossas, não passam a ter menos valor ou são para desprezar.
Penso que nenhum de nós é um iluminado. Por isso o que pensamos, só por si, não é uma lição de sapiência. As nossas opiniões têm que ser fundamentadas com argumentos objectivos! E multicritérios.

Abraço.

José António Queirós
Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 28 setembro 2010 às 23:36
Desculpa, Zuzarte.
Não percebi. Então o POVO são os pescadores? Em tua opinião, deveria ser feito um referendo no concelho de Esposende subordinado ao tema "Autocaravanas na Marginal, Sim ou Não?".
Comentário de José António Zuzarte P. Queirós em 28 setembro 2010 às 23:01
Pergunta comprometedora? Inquietante?
Então o que pensa o POVO? Ou estamos como as democracias ocidentais relativamente a umas certas eleições na Argélia? "Como? Ganharam esses... então não vale!"????????????????????????????????????????????????????????????????

Boa noite.


José António Queirós.
Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 28 setembro 2010 às 17:20
Não faço ideia. Não sei sequer se os autocaravanistas se alimentam de peixe saído ali na doca. Se o fazem, devem cozinhá-lo ali mesmo. Não me parece grande ideia!
Comentário de José António Zuzarte P. Queirós em 27 setembro 2010 às 23:30
Boa noite.

Já agora uma pergunta:

- O que pensam os pescadores de Esposende, os comerciantes da zona das docas de pesca e os moradores da zona acerca da utilização do parque de estacionamento pelas autocaravanas?

Se calhar também têm direito a serem ouvidos...

José António Queiros.
Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 16 agosto 2010 às 19:44
Meus caros amigos
Sem dúvida que esta matéria tem pano para mangas. Aliás, já deveria ter passado para o forum, em lugar dos blogs.
Estou totalmente de acordo com a opinião do António Jorge e da opção assumida no Rio de Janeiro. Em minha opinião, nunca deveria ser edificada qualquer construção que interrompesse a leitura da totalidade do estuário, desde a marginal. Por mim, a única excepção continuaria a ser o edifício dos Socorros a Náufragos. Quando foi lançada a construção das piscinas, transmiti a minha opinião ao, então, vice-presidente da autarquia. Disse-lhe mesmo que seria um excelente investimento demolir o que já se encontrava levantado (parte da estrutura de betão).
Apesar dos benefícios que trouxe o recente arranjo da marginal, com a construção do bar e restaurante Pé no Rio, traduzido pela atracção de muita gente que até aí não "cheirava" o rio, continuo a opor-me à ocupação daquela área com edificações. Vejo, no entanto, que é aposta da Câmara Municipal a utilização de toda a margem do rio para implantação de equipamentos e bares. Já se fala de lá colocar o Turismo.
Num espírito o mais politicamente correcto possível, digo que tudo é discutível. No entanto, a tendência é para que o estuário do Cávado seja apenas "espreitado", em lugar de disfrutado em todo o seu esplendor, o que, em minha opinião, está completamente errado. Primeiro foram as palmeiras (já deve haver mais do que pinheiros. Esposende está a ficar parecido com um qualquer lugar da costa tunisina) plantadas ao longo da marginal constituindo uma muralha visual, agora são os restaurantes e toda quanta cangalhada se pode imaginar irá lá parar. A tendência é essa.
Esposende precisa de um Alerta. Não faltam exemplos de condenação de excelentes locais e cidades com a distribuição de "equipamentos", as mais das vezes bonitos, bem desenhados, mas que correspondem a opções políticas de base inadecuadas.
Sei que não é fácil e sei que este tipo de opinião soa a velho do restelo, mas estou seguro que as opções não têm sido as melhores para a sustentabilidade dos recursos de Esposende.
Parte destes melhoramentos poderão transformar-se em presentes envenenados, sem querer desmerecer a vontade política, a coragem e a capacidade de execução patenteadas. Não se interprete as minhas palavras como crítica política. Trata-se sim, de uma crítica com carácter técnico e de exercício de cidadania.

Relativamente à ocupação a sul da marginal, que ontem indiquei como hipotética solução para o problema das autocaravanas, não é mais do que uma solução provisória. Com efeito, tal solução teria de estar enquadrada num vasto estudo, coerente, em lugar de ser uma hipótese avulsa como é. Não é mais do que uma dica.

Zuzarte
A utilização de toda aquela área localizada entre a marginal (Sonap) e a ponte, está a ser feita por pescadores amadores, e não só, que levam o carro até ao rio, que sujam largo e alteram as condições ambientais daquele lugar. Chamo a este tipo de utilização selvagem.
Comentário de Teofilo E Costa Moreira + Ló em 16 agosto 2010 às 17:09
Cara Bernardete e demais participantes neste bate-papo, não hajam dúvidas que o parque de estacionamento que brotou na marginal em Esposende, entre a avenida e o Cávado, não me parece ser o local indicado para parqueamento de veículos de dimensões tão avantajadas.

É apenas a minha humilde opinião, tão válida como qualquer outra e sujeita às concordâncias e inconcordâncias de quem quer que seja.

Aliás, desde a sua construção, mal vi a primeira ali a tomar assento, vaticinei junta da minha cara-metade a futura instalação de outros auto-caravanistas, pois o espaço é convidadtivo e a paisagem agradável, para além de proporcionar um espaço de convivío entre pessoas com gostos afins, pelo menos no que toca ao sistema de transporte nos períodos de lazer.

Ontem, verifiquei a justeza do meu vaticínio e comentei com os meus acompanhantes a falta de equilíbrio no ordenamento municipal, que, quanto a mim, vai de mal a pior no que respeita à estética e ao ordenamento equilibrado que Esposende merece.

Não querendo entrar em polémicas sobre o que é estacionamento e acampamento, comparar dimensões entre autocaravanas e automóveis, fazer juízos de valor sobre quem é limpo e quem é porco ou qual é o tipo de turista que interessa ao comércio local, prefiro equacionar outro tipo de questões tais como:

1. - Porque é que a edilidade não tem uma política correcta para com os campistas e autocaravanistas possibilitando que se acomodem em parques bem dimensionados e em local aprazível?

2. - Será legal estacionar uma autocaravana, durante qualquer período de tempo, em parque disponível apenas a veículos ligeiros sem reboque ultrapassando as marcações que se encontram delimitadas no solo dos parques?

3. - Será que uma autocaravana estacionada pode estar apoiada em algo para além dos pneus que utiliza para se deslocar?

4. - Será que a CME está a seguir a orientação do POOC (plano de Ordenamento da Orla Costeira)?

5. - Será que o DR 48/80, nomeadamente o seu artº 59º está a ser cumprido em Esposende?

É apenas uma mão cheia de perguntas que aqui deixo à consideração dos Esposendenses que gostam de olhar para o rio sem terem a sua vista interrompida por uma quantidade de viaturas de dimensões avantajadas, todas juntinhas a fazer lembrar parque de campismo selvagem mesmo que se afirme ( e será que se poderá fazê-lo) que todas elas apenas ali estão por períodos não superiores a 48 horas.

Saudações cordiais.

Teófilo + Ló
Comentário de José António Zuzarte P. Queirós em 16 agosto 2010 às 16:52
Boa tarde.

"Ao mesmo tempo que se controlava a utilização desta área da FORMA SELVAGEM que se faz actualmente."
Também tu?
Mesmo depois de reconheceres que estava tudo bem no parque junto das docas de pesca!
Os preconceitos são mesmo muito fortes! Não são?

Abraço.

José António Queirós.
Comentário de AntonioJorgeMotaCruz e MªArminda em 15 agosto 2010 às 20:01
Parabéns, Zé Alexandre pelo seu interêsse. Boas idéias! Aliás é sempre bom antecipar ao invés de reagir aos problemas.

Não sei até onde é permitido o estacionamento ao longo da marginal do Cávado. Elaborei um exercício mental a relembrar de todos os sítios, por mim conhecidos, similares a êsse nosso da marginal, incluindo cá o nosso Rio de Janeiro, com suas dezenas de quilômetros de praias. Um ponto em comum: a proibição de estacionar no lado direito da pista do lado da praia ( ou do rio, aí ). No lado esquerdo, somente onde existam espaços recuados construidos para esse fim. Pistas sempre livres. Em situações de extremo afluxo acontecem os maus exemplos de estacionamento selvagem - coisa de "desesperados" - que, no entanto, ninguém defende como justo.

Uma preocupação sempre presente, também, é o evitar construções, como por exemplo, aí, a das piscinas públicas, entre o mar e/ou rio e a via marginal, para não descontinuar a visão horizontal a partir da última via de circulação. Por sinal já disse, mas cabe repetir, que penso que as piscinas ( são tudo de bom, ok? ) deveriam ter sido postas em local próprio a promover o alargamento da cidade ao invés de permitir-se o seu atual adensamento.
Aqui mesmo, no Rio de Janeiro, com essa preocupação - visão livre do horizonte - vai-se botar abaixo um viaduto de 4 a 5km, que corre paralelo ao cais do porto, juntamente com os armazéns, para revitalizar-se toda esta área tornando livre de obstáculos a visão do horizonte, para a baía, em todo este trajeto. É um perfeito exemplo de falta de visão de futuro: gastou-se imenso para construir o viaduto, vai-se gastar para extingui-lo e, ainda, para substituí-lo por um mergulhão ( túnel ) porque a via é indispensável.

Uma forma de atenuar, também, esse problema da ocupação irregular das áreas de tal natureza, poderia ser a adoção do parqueamento rotativo, gratuito num tempo determinado razoável, cobrando-se preços geometricamente crescentes por hora adicional utilizada. Isto, excepcionalmente, no mês ou meses de veraneio, logicamente. Obviamente, tudo atendendo a forma legal.
Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 15 agosto 2010 às 18:13
Hoje dei uma volta de bicicleta pela marginal, até às bombas da Galp. Passei pelo famoso parque onde estão estacionadas as autocaravanas, onde me pareceu estar tudo dentro das normas do comportamento cívico. Nada de anormal!
Como considero errado aquele tipo de ocupação do parque de estacionamento, puz-me a pensar em alternativas. Não é fácil, dado que quem por cá quer parar quer ver o rio (penso eu) e beneficiar da sua proximidade física, ambiental, e não só visual.
Pareceu-me que uma possibilidade de instalação de parque de autocaravanas, seria aquela a sul da marginal, até à ponte de Fão. Desde que bem feito, o parque poderia ser inócuo para o ambiente e para o disfrute da paisagem. Aliás, poderia ser constituído por pequenos parqueamentos distribuídos ao longo de um percurso. Percurso este que poderia ser enriquecido com a pontualização por pequenos equipamentos ou espaços, com características que não permitam beliscar as condições ambientais do sítio. Naturalmente que tudo o que fosse intervenção deveria limitar-se à área mais próxima da estrada.
Desta forma, juntavamos o útil ao agradável: abríamos a possibilidade de receber um maior número de autocaravanas sem prejudicar a fruição do rio, por um lado, e alargavamos a área de utilização da marginal do Cávado. Ao mesmo tempo que se controlava a utilização desta área da forma selvagem que se faz actualmente.
Talvez fosse uma forma de concertar interesses.

© 2019   Criado por José Alexandre Areia L Basto.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço