ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza

CAMPISMO SELVAGEM NA SALA DE VISITAS DE ESPOSENDE

CAMPISMO SELVAGEM NA SALA DE VISITAS DE ESPOSENDE

Reconheço que cumprir regras não é fácil; assim como não desrespeitar os sinais de trânsito, bah!, quão complicado por vezes; reconheço ainda que estacionar em lugares indevidos, hum…uma tentação! (ainda que um sinal de trânsito, este de proibição de estacionamento, é assim como o parente pobre de toda a sinalização rodoviária, desde, que, a nossa interesseira atitude, no caso, de estacionar, nos pareça mais ou menos justa (que isto de justeza, sabemos bem como as confusões e as trapalhadas levam a sua adiante…).

Mais ainda reconheço que a marginal de Esposende não possui condições próprias para acampamento, como saneamento, etc.. E, seguramente, todos concordarão comigo, esta marginal é uma espécie de sala de visitas desta casa linda que é a nossa terra. Alguém já pensou em fazer da sala de visitas de sua casa uma garagem? Não, pois não?

Bem a GNR se esforça, com tacto e gentileza q.b., persuadindo os veraneantes a mudar de lugar e a procurar outro apropriado (ah, penso que toda a gente tem conhecimento que o acampamento selvagem está proibido; bom, infringir leis, um tentação, dizia…), mas logo ao esvaziamento da dita “sala de visitas”, logo outros (ou os mesmos?) não resistem ao lugar idílico e fazem tábua razão ao sinal de proibição.

Qualquer dia, vou encher-me de coragem – penso que a coima deve ser inexistente ou tão minorca que o “crime compensa” e, em vez de pagar o hotel de duas estrelas ou similar onde penso passar as minhas férias, arranjo uma tenda ou uma auto-caravana, se um certo amigo meu estiver virado para o empréstimo, e vou por aí fora gozando em pleno a natureza. Óbvio, estaciono, e monto os tarecos indispensáveis ao meu lazer na sala de visitas das cidades mais lindas…

Bernardete Costa

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Comentário de José António Zuzarte P. Queirós em 15 agosto 2010 às 0:42
Boa noite.

Cara Bernadete

Agradeço que tivesse confirmado as minhas suspeitas que Senhora não faz a minima ideia do que é o autocaravanismo.
O autocaravanismo e o campismo são actividades completamente diferentes. Isto apesar de haver quem faça campismo utilizando uma autocaravana. Os automóveis ligeiros de passageiros também são usados de formas muito diversas, ou não é verdade? Até para...
As autocaravanas que todos temos, felizmente, observado em Esposende (junto às docas de pesca, na Av. Arantes e Oliveira e na zona da foz do Cávado) não estão a fazer campismo mas sim estacionadas. Portantanto sem cometer qualquer tipo de infracção. Não é por acaso que não merecem qualquer tipo de actuação da GNR. É que os seus agentes não são parvos e conheçem bem a legislação aplicável. São ao contrário do que muita gente pensa e diz competentes.
Verifica-se também que o comportamento civico da esmagadora maioria dos seus tripulantes é bom ou muito bom. São sossegados, educados, respeitam o ambiente e as populações residentes. e são os primeiros a repreender os companheiros que não têm boa conduta! Nem todos os outros esteriotipos de visitantes de Esposende apresentam, infelizmente, este tipo de postura...
E nem desejam extinguir as actividades de que possam não gostar...

A questão estética.

É estranho que só as autocaravanas, que normalmente tem curtas estadias de 24 a 48 horas, tanto incomodem! E o resto do parque automóvel (camiões, autocarros, furgãos, ligeiros de passageiros e todos ou outos tipos de viaturas) não? E os.. digamos "volumes" de dimensões ( e que dimensões!) variáveis com caracter mais ou menos definitivo e permanente, também não?
Esta forma tão impositiva de fruir a "marginal" e os seus tiques tão saudosistas fazem-me lembrar o ministro António Ferro, do Estado Novo, e a sua "campanha do bom gosto". Não acham que a tentação de impor o nosso "gosto", as nossas ideias aos outros é perigosa é preocupante?
A paisagem e a sua qualidade não é qualquer coisa de subjectiva, ao contrário do que se possa pensar. está tratada, estudada, tendo já mesmo sido tese de doutoramentos. Talvez se pudesse discutir a paisagem de Esposende, aqui ou noutros espaços, a sua valorização, a sua conservação, a sua caracterização, etc. Se possível com a participação de "especialistas", os arquitectos paisagistas, os urbanistas, os arquitectos e outros agentes, para além evidentemente da participação da população e demais fruidores de Esposende.
E sem querelas!

José António Queirós.
Comentário de bernardete costa em 13 agosto 2010 às 19:21
Caros amigos:
Eu tinha resolvido encerrar esta interessante conversa, tendo em conta que a gestão deste blog não me pertence, estando condicionada às regras que o seu gestor, Alexandre Areias, entende por bem; limito-me a possuir uma página nesse espaço de encontro virtual .
Como ele de alguma forma incitou ao diálogo construtivo, que pode possui r uma forte componente de cidadania, quebro o meu silêncio, deixando-vos aqui umas pequenas achegas:
Eu não possuo qualquer tipo de discriminação em relação ao campismo, seja ele realizado recorrendo a tendas, a caravanas e a autocaravanas; mais, fiz campismo durante uma boa parte da minha vida, e é tempo que me deixou imensas saudades. Todavia, reconheço que esta forma de lazer requer condições adequadas à permanência, mais ou menos longa, para não dizer de um só dia.
Em relação às autocaravanas, assumo inclusive a minha atracção por elas: tivesse eu uns dinheiritos de lado, era meio por excelência que escolheria para gozo de férias e para percorrer o mundo. Seguramente, escolheria para me instalar, se assim mo fosse permitido, os locais mais belos de vilas, cidades…
Ainda assim, mantenho o que disse anteriormente tendo em conta a realidade estética…e não só: o ajuntamento de autocaravanas que se vê em certos lugares privilegiados desta cidade, para mais, condicionado pela proibição através de sinalização ( não me mandem pesquisar da legalidade (!) deste ou daquele sinal; eu, como não gosto que me saquem da carteira aquilo que me custa a ganhar, faço questão em respeitá-los, mas cada qual faz como bem entender, certo?), dizia, o ajuntamento à revelia da sinalização legal(!)é um abuso da parte de quem o faz e um desrespeito pelo cidadão comum que paga os seus impostos para usufruir das belezas da sua cidade.
Caríssimos, cada um de vós terá a sua quota de razão. Cá por mim, se resolver adquirir de vez uma autocaravana (ah, sonho tão velhinho!) e pretender estacionar em lugares proibitivos, das duas uma: ou fico sujeita à lei ou faço escarcéu junto da edilidade. Quem sabe, não floresce por aí, mesmo junto ao rio (será que há uns terrenitos disponíveis??), um belíssimo parque de campismo onde possamos desfrutar do contacto com a natureza sem ilegalidades e sem afrontamentos de qualquer espécie.
Fiquem bem, e podem crer: não estou aqui para me chatear com ninguém, e se for o caso, faço orelhas moucas a palavras loucas.
Cordialmente,
Bernardete Costa
Comentário de juvenal silva em 13 agosto 2010 às 18:18
Minha cara Bernardete, meteste-te num saco de "gatos", mas tenho a certeza que com a tua elegancia e educação habitual sairás dele sem ficares arranhada. Os autocaravanistas tem toda a razão em lutarem pelo que julgam ser o seu direito, mas que se lembrem que a sua luta não é um dogma. Os que apontam os inconvenientes do estacionamento ou acampamento em zonas ditas nobres de qualquer urbe, tambem tem toda a razão. O direito de um, termina quando colide com o direito do outro. Aliás há leis que regem este contencioso em todo o mundo. Esta luta não é paroquial, mas sim universal. Todos os grupos de autocaravanistas degladiam-se discutindo as leis e procurando atravez de "lobis", impor as que lhe dão mais geito.Vivam os autocaravanistas e desejo que respeitem as regras e as zonas envolventes. Um abraço para todos do Juvenal.
Comentário de AntonioJorgeMotaCruz e MªArminda em 13 agosto 2010 às 2:22
Boa noite a todos.

Gostei da colocação do Zé Alexandre que percebeu da melhor forma o que - assim me pareceu - a Bernardete quis passar. Agora é levar avante, de forma construtiva, o que ele propôs.

Agradeço ao Zuarte as suas explicações e torno a dizer-lhe que vejo o caravanismo com bons olhos. Quanto mais, melhor. Traz vantagens econômicas. Apenas, há que haver adequação na ocupação dos espaços. Digo-lhe, mais, que concordo com suas afirmações quanto ao direito de ir e vir e os defendo também, mas, isto não está no foco do que a Bernardete colocou. Ela emitiu sua opinião - com a qual posso ou não concordar- de que a orla é local inadequado ao estacionamento de veículos, que lá é proibido estacionar e que os veranistas são recalcitrantes em cumprir a determinação.

Também não é razoável ver o autocaravanista como um turista de qualidade superior; é, apenas e tão somente, mais um tipo entre tantos perfis. Não é por deter um equipamento de milhares de euros que se pode dizê-lo mais civilizado ou superior em matéria de educação ambiental. É um ser humano com virtudes e defeitos como todos os demais.

Por fim, desculpem-me caso achem que passei do ponto; atendi, entretanto, aos reclamos do que pareçe-me justo e me expus com a abertura de quem confia nos amigos.

Abraço a todos.
Antonio Jorge
Comentário de José António Zuzarte P. Queirós em 12 agosto 2010 às 21:27
Boa noite.

Caro António Jorge.

Não peço que não se cumpra a Lei, mas sim que se cumpra! É que se esta for cumprida e não houver abusos de poder os autocaravanistas não terão quaisquer problemas.
Não podemos é por causa das antipatias de algumas pessoas relativamente a certas actividades, os seus adeptos e simpatizantes tenham os seus direitos,nomeadamente o de livre circulação, reduzidos ou condicionados. Isto sim é violação da Lei e da Constituição.
Atente nas palavras sensatas de alguem como o Sr. Luis Lamela que conhece o fenómeno do autocaravanismo. Já reparou como são diferentes das de quem não sabe o que é o autocaravanismo, ou das de quem confunde estacionamento com a practica de campismo selvagem?
Será que eu no ano passado, em Viena, enquanto a minha autocaravana estava estacionada num parque de estacionamento, almoçava tranquilamente com a minha família no Hotel Sacher estava a fazer campismo selvagem?
Por fim quando falo em falta de urbanidade refiro-me à falta de visão global como antitese de um visão digamos que "paroquial" ou seja com horizontes curtos, e neste sentido penso que o termo se aplica aos comentários que critiquei. Não foi com a intenção de insultar os seus autores, mas sim uma critica ao teor e natureza dos comentários em si.

Cara Bernadete Costa

Desculpe que discorde de si, mas não me parece que por participar neste espaço e ter opiniões diferentes ou mesmo contrárias às suas estejamos a ter uma querela.
Face ao teor dos seus comentários iniciais e pelo nome que deu a este blog, se percebe que o autocaravanismo é uma realidade que não conhece. Pois não? Não há problema! Não é obrigatório. Só que devemos ter cuidado quando falamos de algo ou de uma realidade que não conhecemos.
A sua opinião não é única e não sei se é maioritaria ou minoritária. Mas isso também não é importante, pois como disse alguem (por sinal de má memória para a humanidade...) "tal como uma legião de cobardes não forma um heroi também uma multidão de ignorantes não constitui um sábio"... Pode ter a certeza é que muito habitual nas pessoas que desconhecem o autocaravanismo. Será uma especie de ideia pré-formada ou preconceito. Todos nós as(os) temos, é uma fraqueza humana, não é crime. Devemos é lutar poara nos libertarmos delas. Acredite!

José António Queirós.
Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 12 agosto 2010 às 21:19
Olá a todos
Tenho pena, mas só pontualmente posso visitar o nosso site. Vendo esta discussão e as "cambalhotas" que está a dar, apetece-me dizer qualquer coisa.
Primeiro, é que estão todos cheios de razão. Segundo, é que, meu amigo Zuzarte, não houve qualquer razão para a reacção que tiveste. Só compreendo porque imagino que estejas farto de lutar contra a maré. Ou seja, contra alguma incompreensão relativamente às auto-caravanas.
A questão que se coloca, é do âmbito do ordenamento do território, ou, como diz a Bernardete, de carácter estético.
Realmente, é inconcebível a localização de um parque de auto-caravanas a tapar uma zona de especial panorâmica. Anteriormente, havia as camionetas da Linhares estacionadas na marginal. Agora, temos as auto-caravanas. Diferenças àparte, resulta no mesmo.
Sem dúvida que é um problema para ser resolvido em Esposende. Incompreensivelmente, os parques de auto-caravanas não são ainda apostas de negócio nesta zona. Penso que são um excelente negócio (são baratos e rentáveis). Uma boa oportunidade para as autarquias e para particulares.
Acho que a discussão está lançada. Ainda que continuemos a gozar das belezas de Esposende, como recomenda a Bernardete, não devemos deixar cair o assunto em saco "roto". Desta questão quase poderia sair uma petição. Temos de chamar, ou desafiar, o nosso amigo Zé Felgueiras a discutir o assunto. E fazê-lo de forma educada e civilizada, ou mesmo amiga.
Obrigado Bernardete pela discussão. Também aos restantes membros pelos contributos que deram.
Comentário de bernardete costa em 12 agosto 2010 às 11:08
Bom dia a todos!
Não estou aqui para levantar querelas...
Fiquem bem e gozem (dentro do possível) as inúmeras belezas que Esposende nos oferece!
Boas Férias ...se for o caso.
Bernardete Costa
Comentário de AntonioJorgeMotaCruz e MªArminda em 12 agosto 2010 às 1:26
Epa! Falta de urbanidade, Zuarte? É falta de urbanidade defender que se cumpra a lei? Alguém aqui escreveu contra o autocaravanismo? Será que eu fui incapaz de interpretar um texto? O que foi posto por cá é que veículos ( não importando os tipos ) estão sendo estacionados em locais impróprios e, até por isso mesmo, proibidos. E, se tal acontece, defendo que se imponha aos infratores o rigor da lei. Sem piedade! Lei não se discute; cumpre-se. A ribeira não é o fôro próprio para discutir essa lei.
No tocante ao autocaravanismo concordo, integralmente, com tuas colocações. Aliás, é uma atividade muito prazeirosa.
Já quando fazes juizo de valor do nível de educação do povo de Esposende obrigo-me a repudiá-lo por concordar contigo quando escreves " Seria bom que as pessoas deixassem de fazer de forma gratuita juizos de valor acerca de actividades, factos ou realidades, que não conhecem ".
Por fim, Zuarte, dizer que procuro, sempre, ser compreeensivo mas, relativamente ao tom do teu comentário, precisei me esforçar para não deixar de ser educado.
Antonio Jorge
Comentário de Luis Lamela e Lili Lamela em 12 agosto 2010 às 0:08
Efectivamente os países Europeus mais evoluídos recebem as autocaravanas de braços abertos. Criam locais de estacionamento com ligação eléctrica, água potável e saídas para os depósitos de águas sujas destes veículos. E fazem-no em locais aprazíveis como o centro de Genebra, a margem dos Lagos de Garda e Como, etc. É que esses países sabem que as autocaravanas não são utilizadas por um turista qualquer. São turistas que dispõe da possibilidade de ter um veículo que vale cinquenta a sessenta mil euros, quase todo o ano parado e de que desfrutam um tempo muito limitado. Ora é fácil de entender que não se trata de gente que não consome, que não vai aos restaurantes, enfim que não beneficia os locais onde para. E acham que algum autocaravanista vai passar a noite junto à central de camionagem?
Já fui autocaravanista e corri a Europa toda dessa forma maravilhosa. Parei em imensos locais e nunca vi um autocaravanista deixar o local de estacionamento em mau estado. Vejo sim é a praia e o rio cheios de garrafas e outros plásticos. Posso dizer-vos que quando ocupei o lugar de Presidente da Junta da nossa cidade insisti com o Presidente da Câmara, na altura o Sr. Alberto Figueiredo, para que fossem criadas as tais condições para atrair mais caravanas e não para as expulsar.
Quanto à desobediência ao sinal há por aqui muita falta de informação. Para começar nenhum sinal é válido se não for aprovado na postura de trânsito municipal e este não foi. Até porque não existe e é até motivo de discussão a alto nível como podem ver usando o seguinte link: http://camping-caravanismo-e-autocaravanismo.blogspot.com/2010/04/provedor-de-justica-analisa-sugestao-de.html .
Um ex-autocaravanista
Luís Lamela
Comentário de José António Zuzarte P. Queirós em 11 agosto 2010 às 23:59
Boa noite, de novo.

Só um esclarecimento, que por lapso não prestei na minha primeira participação.
As autocaravanas a que se referem neste blog não estão acampadas mas sim estacionadas.
Se acharem necessário ou conveniente posso explicar as diferenças.

José António Queirós.

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