ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza


Os diversos problemas que afectaram a 1ª República, tais como a participação na I Guerra Mundial e as sucessivas instabilidades, quer políticas quer económicas, levaram à formação de uma corrente oposicionista bastante forte. O operariado, os capitalistas e variados sectores da direita, temendo que Portugal enveredasse pelo socialismo dominante na Rússia, fomentaram a existência de grupos armados de extrema-direita, com o intuito de formar um "governo forte" que melhor defendesse os seus interesses. Após vários golpes fracassados, como o que teve lugar a 18 de Abril de 1925, um deles foi bem sucedido: o de 28 de Maio de 1926.
Iniciado em Braga, o golpe militar teve como mentores o General Gomes da Costa (comandante militar) e José Mendes Cabeçadas, entre outros, onde os militares e os civis antiliberais desempenharam papel preponderante. Há datas que preferíamos não recordar, mas, no fundo, a memória não deve ser apagada e, tenhamos esperança, com a recordação de dias menos felizes, talvez consigamos evitar erros semelhantes.

São ideias.Aceito quem não concordar.Amigos, amigos política à parte.

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Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 31 maio 2010 às 0:00
O tempo e os defeitos dos homens encarregam-se de criar as condições para que alguém salte para a rua. Pode ser o povo, como podem ser os militares. Foi assim na 1ª República e foi assim no envelhecimento do Estado Novo.
Actualmente, num processo que dura já desde há 20 anos, encontram-se reunidas de novo as condições para sair à rua. Só que agora é mais difícil.
Factos diferentes, mas essencialmente semelhantes, estão a acontecer nos restantes países europeus. As coisas acontecem de uma forma bastante mais conjuntural. Já não é possível construir um 25 de Abril em Portugal sem que seja uma revolução na Europa.
As mudanças são muito mais difíceis e, tanto os processos como as consequências, terão outra gravidade.
Comentário de Luis Lamela e Lili Lamela em 29 maio 2010 às 8:37
Bom dia Amigo:
Se, tanto os do pós 28 de Maio como os do pós 25 de Abril, conseguissem como nós discutir a história de uma forma sensata e sem preconceitos, conseguissem trocar ideias de uma forma enriquecedora e sem hipocrisia, talvez ambas as revoluções tivessem correspondido aos verdadeiros anseios dos povos e gerações que as sustentaram. Infelizmente a ansia cega de poder e a ganância desmesurada sempre se sobrepuseram ao bom senso e ao verdadeiro serviço de governar. De qualquer forma continuaremos a protestar e a escrever até que o teclado nos doa.
Comentário de AntonioJorgeMotaCruz e MªArminda em 29 maio 2010 às 3:25
Caro Luís.
Obrigado pela tuas colocações. Sempre defenderei o direito de dizeres do teu pensar.
Minha visão destes fatos é à distância e fria. Não vivi, em meus tempos maduros, as agruras da ditadura salazarista, em que pese, ainda criança, ter vivenciado a perseguição ao sr. Eugênio Cardoso, partidário de Humberto Delgado. Por isso, não envolvido emocionalmente, posso até estar mais próximo da imparcialidade.
Ao meu ver o que importa é o porquê e o intencionado por ambas as ações e não suas consequências porque, quando tomamos atitudes imperativas, não somos pitonisas para adivinhar o que advirá, não é?
Não seria justo imputar ao 25 de abril de 1974 culpa pela degração dos costumes e da política portugueses como canso de escutar dos patrícios daí e dos de cá que estão sempre viajando por aí. É uma unanimidade
essa impressão no meio deles. Aliás, acompanho o dia-a-dia de Portugal pela SICi e estou vendo que o mar não está para peixe.
Da mesma forma o 28 de maio de 1926 não é responsável pelas mazelas dos tempos do Salazar-ditador.
Lamento se não te for agradável esta minha visão mas, à luz do que conheço, é o que posso dizer.
Um abraço amigo.
Comentário de Luis Lamela e Lili Lamela em 29 maio 2010 às 1:35
Caro António Jorge:
Cuidado com as versões históricas do Prof. Hermano Saraiva. Ser historiador implica imparcialidade e essa não faz parte do reportório desse senhor. Além disso romanceia as coisas e dá-lhes um colorido por vezes enganador e que o afasta do facto histórico.
Por outro lado não posso deixar de expressar a minha repulsa em comparar o 28 de Maio ao 25 de Abril. Os seus efeitos foram profundamente opostos e os seus mentores representavam também correntes de pensamento antagónicas.
Comentário de AntonioJorgeMotaCruz e MªArminda em 29 maio 2010 às 1:13
Para quem gosta de leitura política, publico, a seguir, uma entrevista com o Prof. José Hermano Saraiva, em 2004, onde ele faz uma análise da situação portuguesa.
Nada melhorou desde então.
Vale a pena tomar conhecimento de sua visão daquele momento nacional.
ENTREVISTA AO PROF. JOSÉ HERMANO SARAIVA


PS.Conheço este Sr. do programa que apresentava na RTPi e sempre me impressionou pela sua cultura. Com a mudança da RTPi para a SIC, nos canais de satélite, só senti falta dos seus programas.
Comentário de AntonioJorgeMotaCruz e MªArminda em 29 maio 2010 às 0:47
Cara Margarida. Salve!

Chamou-me a atenção quando li, acima: "Há datas que preferíamos não recordar".
Perguntei-me: O porquê disso?
Fiquei a pensar, a pensar e resolvi deixar umas palavras sobre a comemoração da data.
Acho que tudo deve ser avaliado numa perpsectiva histórica. Pensar-se assim, eis minha inferência, só porque este movimento veio a resultar, anos mais tarde, na indesejável ditadura salazarista? É por isso? Na verdade é preciso comemorar esta data por representar um fato histórico importante que, se não atendeu aos reclamos de todos os portugueses, foi do desejo de sua grande maioria. Afinal, a opção teria sido o domínio do país pelas correntes comunistas. Teria sido melhor? Há no mundo, algum exemplo que possa justificar preferência por tal tipo de regime? Então?
Trouxe-nos Salazar? Sim. E como êle foi importante para Portugal nos anos iniciais de sua atuação!
O problema SALAZAR decorreu de seu próprio sucesso na solução do que lhe competia realizar e, como muitos líderes, infelizmente, achar-se ungido pelos deuses, único capaz das soluções necessárias ao bem estar do seu povo e deixar-se levar pela idéia de perpetuação no poder o que, inevitavelmente, conduziria à ditadura, a cada dia, sempre, mais dura. Mas, também, há que reconhecer que a sua ditadura não foi daquelas que aniquilavam com milhares e milhares de oponentes, como muitas fascistas e/ou comunistas que conhecemos.

Esta data, para Portugal, tem a mesma dimensão histórica do 25 de abril de 1974, tão belamente comemorada aqui na rede. Mas é fácil compreender porque esta tenha tido comemoração assim especial, afinal, além de ser o fato histórico mais recente em Portugal, com a recuperação da liberdade de expressão tão desejada e necessária, foi, também, dos dois, o que pôde ser presenciado/vivenciado por todos os portugueses, hoje, com mais de 50 anos. No entanto, a história está aí para fazer o seu serviço e nos informar da situação desastrosa pela qual Portugal passou nos últimos anos da década de 20 que resultou no movimento de 28 de maio de 1926.



Ps. Não é posição política; é histórica, OK?
Comentário de Teofilo E Costa Moreira + Ló em 28 maio 2010 às 23:20
Do 28 de Maio, é bom recordar o engano em que caíu Gomes da Costa, e a figura de Cunha Leal, outro enganado quando foi buscar o professor de Santa Comba, que quando se apanhou no cadeirão do poder, lhes tirou o tapete. Gomes da Costa morreu na miséria e abandonado por todos, e Cunha Leal foi um dos maiores opositores ao criador do chamado Estado Novo que rapidamente envelheceu.

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