ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza

 

O verde do desespero…

 

Um dia desta semana tive de ir à segurança social esclarecer uma dúvida. Deixei para a hora do almoço a vêr se tinha menos gente, tirei a senha, sentei-me e aguardei a minha vez.   Enquanto estava sentada e contabilizava quantos números estavam à minha frente olhava em volta para as caras dos presentes. Gente com um olhar sem esperança, sem brilho, gente nova e menos nova, gente com cara de angústia e quase de vergonha por estarem ali.

Lá num guiché de atendimento ouvi uma superior chamar a atenção a uma funcionária, pois tinha instruído mal um processo qualquer de uma senhora e coitada, da maneira que a coisa estava feita não ia dar em nada (ou seja deduzi que a dita senhora não ia ter direito a qualquer subsidio).

Depois olhei para os painéis e demais publicidade que representa a segurança social, é verde minha gente (pois isso todos sabem), só que era de um verde de desespero e não de esperança. Um verde muito aberto e quase que enjoativo para quem passar mais de 15 minutos a olhar para o mesmo, um verde electrizante e nervoso, um verde que deveria ser de esperança para aquelas caras de um olhar triste e sem brilho, mas não o é.

Fui atendida e para variar bem esclarecida, sai e deixei de vêr os rostos daquela gente de olhar cabisbaixo e também daquele verde que era de tudo menos de esperança.

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