ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza

…..Não quero deixar passar uma data como a de hoje sem lhe fazer referência.

…..E porque sobre o 25 de Abril já tantos teceram tantas considerações, e porque essas tantas considerações põem cada vez mais a nu quanto nos vamos distanciando do sonho de Abril, opto por assinalar este dia, em que a nossa democracia faz 41 anos, com uma simples alusão, breve, mas significativa, a um democrata há pouco falecido, ao qual devemos a democratização da Ciência no nosso país _ Mariano Gago.

…..Do seu prestígio como Professor Universitário, Cientista, Investigador e Ministro da Ciência, da Tecnologia e do Ensino Superior (creio que a mais longa permanência pós-25 de Abril no exercício de cargo ministerial) muito se sabe, e muitas homenagens lhe foram prestadas desde que, tão prematuramente, nos deixou.

…..Por isso, limito-me a transcrever uma pequena frase de sua autoria que, na minha modesta opinião, revela com nitidez a sua mentalidade, a sua clarividência, o seu sentir democrático relativamente à Cultura, que tão brilhantemente serviu:

…..«O coração da Cultura bate ao ritmo da prática humilde das bibliotecas de bairro, dos grupos corais, do teatro amador e dos pequenos cineclubes; vive do sangue e do esforço de quem se junta e age, sem ficar à espera de que alguém se resolva, talvez um dia, a mudar o mundo que nos diz respeito

…..Comentários ao parágrafo sublinhado, veiculando tão luminosas palavras de Mariano Gago? Venham eles, um que seja, para eu não ficar, em dia de tão importante aniversário, a falar sozinha.

Barca do Lago/Esposende, 25 de Abril de 2015,

Luisinha

 

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Comentário de Maria Paula Fernandes Ferreira em 27 abril 2015 às 22:08

Neste mesmo artigo, a jornalista diz que vale a pena reler o seu Manifesto para a Ciência em Portugal.Está lá quase tudo para perceber o que somos como país.

Comentário de Luisa Lamela Gomes dos Santos em 27 abril 2015 às 21:51
Sabe uma coisa, Paulinha? Fazem-me muita confusão e perplexidade certos elogios fúnebres. Que de gente fantástica, espectacular, o máximo…depois de morta!

Salvaguardados os casos em que o elogio é merecido, como merecido foi em vida, os outros casos são o quê?!!!

Ao Político a que nos referimos neste espaço de diálogo, um Político que se «OLHAVA COMO UM SERVIDOR DO ESTADO» e agia de acordo, ajusta-se, depois da morte tão prematura, o louvor, o inteiro louvor, que mereceu durante a vida.

A sua intervenção, Paulinha, tal como a do meu irmão, que a encaminhou noutro sentido, foi muito oportuna.

Comentário de Maria Paula Fernandes Ferreira em 27 abril 2015 às 19:28

Não podia a Luisinha ter escolhido melhor figura para lembrar neste 25 de Abril. Uma grande homenagem!!!

Quero deixar aqui o meu tributo a este grande Cientista, Político e Ministro,  transcrevendo do jornal PÚBLICO de domingo 19 de Abril, uma excelente frase da jornalista Teresa de Sousa.   

" MARIANO GAGO OLHAVA-SE COMO UM SERVIDOR DO ESTADO.OU MELHOR, O ESTADO ERA PARA SER SERVIDO ( de preferência pelos melhores) E NÃO PARA SE SERVIR DELE.

Comentário de Luisa Lamela Gomes dos Santos em 26 abril 2015 às 0:21

Vale a pena consultar a obra Homens e Ofícios, da autoria de Mariano Gago, ou, mais aligeiradamente, apenas o índice desse precioso manual.

Tal consulta permitirá compreender e louvar  o empenho, a luta pela educação e alfabetização de adultos, deste notável Político _ com letra maiúscula, sim, merecidamente com aquela letra maiúscula que cada vez menos actores da nossa cena política merecem.

Comentário de Luis Lamela e Lili Lamela em 25 abril 2015 às 23:33

Na cultura e no resto, infelizmente, habituamo-nos a que alguém faça por nós.Vê-se nas coisas mais básicas de que pequenas comunidades necessitam. Espera-se que alguém faça, a Junta, a Câmara, o Governo. 

Há poucos dias acabou a limpeza da marina dos pescadores. Uma máquina especial paga pelo Município fez o trabalho. A determinada altura um técnico da draga disse a um dirigente da classe piscatória que era preciso remover um dos passadiços o que implicava desapertar oito parafusos. A resposta imediata foi que, para isso, era preciso chamar um técnico da Câmara. Eu estava lá e o que era preciso era apenas uma chave de bocas.

Este é o tipo de cidadania em que hoje se vive. Os outros que façam. E se bem me parece este não é o caminho para a democracia que todos dizem querer. É preciso fazer, não basta querer. 

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