ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza

Diz minha avó

que a casa chora com o uivo da ventania e verte lágrimas numa rima de vento
reinventando o acorde duma poesia.
A casa é um rio, uma ave, a música do mar em surdina,
diz minha avó, que a casa é uma nuvem feliz em forma de coração
onde o sol se aninha e as sombras são nuvens viúvas sedentas de beijos.
A casa, persiste a avó, é solidão e companhia,
mas nela não mora o inverno, que o sol a beija num amor eterno.
Bernardete Costa

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