ESPOSENDENSES - NA RIBEIRA OU NO MUNDO

O encontro de todos os filhos ou rendidos ao Privilégio da Natureza

PORQUE O SR. FERNANDO NOBRE NÃO FOI ELEITO? SERÁ HONESTO?

Por favor,  amigos,  gostava muito de saber porque razão ele foi exposto a tal vexame. Não me lembro de ter assistido a coisa semelhante.

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Comentário de Carla xxxx sxxxxx xxxxx em 23 junho 2011 às 23:13
Ao dr. F. Nobre saiu-lhe o tiro pela colatra...subiu-lhe á cabeça os votos que obteve anteriormente, mas esqueceU-se que se deveu a ter sido independente o único e perfeito apartidário, afinal mudou de ideias...Que se deixe estar com a tachada da AMI que já sustenta a família inteira e deve chegar para a sopa. Será que o sr. Dr. também tem cota na empresa Nobre? (aquela a das salsichas).
Comentário de Maria Salomé Fernandes Ferreira em 23 junho 2011 às 20:36

Gostei muito da descrição da Luisinha, como se diz no Brasil , nota 10. Não posso deixar de apreciar igualmente a do Luisinho com a mesma nota. O trajecto do Luisinho foi feito igualmente e com certeza por muitos portugueses, e todos eles sedentos de uma melhoria no seu nível de vida. Votar é realmente um dever cívico e somos realmente nós sem dúvida os culpados de ver os nossos impostos retirados dos nossos salários andar ser comidos pelos políticos que todos sem excepção lá pusemos e que tão habilidosamente todos os dias nos retiram benefícios sociais, regalias adquiridas em nome da crise da tróica sei lá de que.  Mas essa regalias que refiro, são sempre os mesmos que as pagam e então interrogo-me, mas que mesmos são esses? Serão por acaso os políticos que nós elegemos!...

Então votar para que?  Quem como eu que trabalhei numa instituição de solidariedade e todos os dias me confrontei com os mais carenciados os mais desprotegidos e senão os mais humilhados do come e cala, com certeza compreende porque há tanta abstenção, esses não têm culpas porque não votaram.

Votar ou não ex a questão. Ou votar em branco. Vamos votar para que se a comunicação social toca a musica conforme quer para quem a sabe ler. Elege governos, derrota governantes tudo a toque da música que melhor soa aos ouvidos. Que crédito nos merece a política e os orgãos da comunicação social, com entrevistas tão tendenciosamente dirigidas para onde eles querem e sei lá se a troco de que. Gostava sim de ver os políticos no terreno discretamente de preferência incógnitos a inteirarem-se de como realmente o povo vive, do que se tem feito pele povo, visitar as autarquias e saber com que cada autarca entra na autarquia e com que cada autarca sai. Ver os políticos preocupados com a corrupção de que todos os dias ouvimos falar, e quem são os corruptos. Pois temos uma nova elite de corrupção que são os gestores que assim a ser permitido por lei esses ordenados escandalosos não deixam de ser uma outra forma de nos extorquir.  Mas quem vai ser o político honesto a modificar este tipo de coisas que saem dos nossos bolsos, está à vista o que aconteceu com o anterior 1º ministro José Socrates ao mexer nas regalias e acumulações de reforma do presidente da República...

Esse homem sempre tão sisudo e que agora se vê com um sorriso de orelha a orelha. É confrangedor ver tanta imparcialidade política. Mas ainda temos dúvidas porque cada vez os portugueses se excluem  mais aos seus deveres cívicos. Como cidadã deste pequeno País que amo, sempre que cumpro com o meu dever, logo me arrependo de ter sido cívica. Me desculpem mas não posso deixar de manifestar toda a minha desilusão por tudo o que toca à política e aos políticos e principalmente aos oportunistas como este mais recente FN.

Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 23 junho 2011 às 16:47
Maçonnerie oblige!
Comentário de Luisa Lamela Gomes dos Santos em 23 junho 2011 às 2:13

Amigo António Jorge, como vê, a sua questão desencadeou altas reflexões políticas.

Mas o que não quero deixar de fazer é responder ao que o Toninho perguntou depois da minha longa explicação.

Claro que o Dr. F N foi escolhido pelo Dr. Passos Coelho para nº1 por Lisboa e candidato à presidência da A R, como candidato independente. E podia sê-lo, obviamente. O que se tornou surpreendente foi a contradição entre o orgulhoso apartidarismo de F N, exibido pelo próprio como trunfo maior para ganhar o jogo das Presidenciais, nas quais, como sabe, cada cidadão, nas condições previstas na lei, é livre de se candidatar "sozinho", e a colagem a um partido nas Legislativas, 5 meses depois, para ocupar os lugares de maior destaque. Digamos que é muito desaforo para quem nunca quis saber de partidos, exigir subir ao 2º lugar mais alto, transportado por um partido. Daí a contestação dentro desse mesmo partido. Ser nº 1 por Lisboa e a seguir Presidente da A R, tudo isto como independente, convenhamos que é pelo menos um bocadinho excêntrico, não?

Sinceramente, não creio que o organigrama da AMI apresentado pelo Luís, que não contesto e de que tinha só vago conhecimento, tenha pesado muito neste chumbo da candidatura do Dr. F N. Se assim fosse, não se compreenderia o capital considerável de simpatia e adesão, traduzido em mais de meio milhão de votos, que reuniu nas Presidenciais, nas quais se expôs "sozinho", como disse, sem partido algum a segurá-lo.

De qualquer modo, a sua questão deu motivo a que ficássemos todos um pouco mais esclarecidos quanto ao que verdadeiramente se passa nos meandros de organizações tão respeitáveis e insuspeitas como a AMI.

Aconselho o meu amigo a consultar, via NET, a última crónica de Manuel António Pina, colunista diário do Jornal de Notícias. A crónica tem por título O VALOR DAS PALAVRAS e saiu na edição de 22 de Junho. O articulista, último prémio Camões como escritor e poeta, tendo sido lucida e impiedosamente crítico do anterior Governo, veicula opiniões pessoais isentas e lisas, pelo que vale a pena ver o que pensa do insólito caso do Dr. F N.

Aqui vai o meu abraço para os dois.

Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 22 junho 2011 às 23:58

Não sei porquê, mas aqui assumo sempre uma posição de uma espécie de "Velho do Restelo" ou de reaccionário. Coisa que não sou. Bem pelo contrário! Mas realmente não vejo grande saída para o país, nesta matéria. Aliás, infelizmente, não é uma especialidade portuguesa.

Também infelizmente, imagino que a via virá a ser a pior - a da violência. Para grandes males, grandes remédios.

Mas, entretanto, vamos curtir a nova esperança..! 

Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 22 junho 2011 às 23:42

Oh, Luís. Não me ponhas com problemas de consciência. Assim, íamos todos para a política.

Para se entregar à vida política não só é preciso que um indivíduo tenha capacidade para se sujeitar às maiores traições, maledicências... e tudo o que há de mais baixo, como também tem de ter um perfil que lhe permita levar avante os princípios que encarna. Não é p'ra qualquer um!

O nosso problema, como bem dizes, é a falta de qualidade das estruturas partidárias. É claro que são "melhoráveis", mas não seremos nós que temos alguma idade, que nos vamos meter naquelas "coboiadas".

Penso que o que está ao nosso alcance é procurar criar algum entusiasmo na geração mais jovem. Vemos pais a "meterem" os filhos na política, de calçadeira, para treparem na vida (!). Talvez todos nós conheçamos casos desses. Sabemos que os partidos estão minados pela mediocridade. E vamos empurrar para lá os nossos filhos?

Actualmente, a política é um jogo sujo. Em todos os níveis. Sabemos que a facada vem sempre, não do adversário político, portanto de outro partido, mas do parceiro do lado. É preciso ter estômago para viver nesse meio.

Para desempenhar um papel relevante na política é preciso, ou ter capacidades intelectuais e conhecimentos políticos ou técnicos especiais, ou há que ultrapassar pela direita. Ou seja, com recurso a esquemas mais ou menos secretos, de carácter mais ou menos mafioso que a todos surpreendem com verdadeiros coelhos tirados da cartola. Se não, como apareceu o senhor Nobre? E tantos outros?

Concordo contigo, Luís, e comungo desse impulso para a vida cívica e política, para a permanente (re)construção da nação, mas, de facto, não é nada entusiasmante a introdução na vida política.

Comentário de Luis Lamela e Lili Lamela em 22 junho 2011 às 23:01

O Dr. Fernando Nobre não é uma novidade. A história repete-se. Todos sabemos quão afastados da política andam os portugueses. E não só afastados, andam cansados. Quando digo os portugueses claro que generalizo mas é um facto que todos parecem cansados com este estado de coisas.

É  giro isto e faz-me pensar muito. Vivemos em democracia desde 74, isto é, há 37 anos e já toda a gente anda farta. Ou parece que anda. Vivemos em ditadura 48 anos e poucos eram os que se manifestavam contra e sofriam na pele essa atitude de desejo de liberdade. Mas afinal o que é isto? Esta malta só quer andar ao sabor do cajado? Custa-me a entender. Lembro-me dos meus tempos na Faculdade de Ciências no Porto. Lembro-me das cargas da polícia comandadas pelo Capitão Braga. Lembro-me dos transeuntes espancados no meio da confusão sem saberem o que se passava. Lembro-me da senhora que abortou na Praça da Cordoaria espancada pela polícia. E nem preciso de me lembrar de casos emblemáticos como o da Catarina Eufémia ou do Soldado Etelvino para me lembrar de como eram esses tempos. É estranho. A malta nem parece apreciar a liberdade.

Em 1975, a 25 de Abril, pelas 8 horas exactas da manhã, votei pela primeira vez e fui o primeiro a votar em Esposende. Ainda hoje sinto uma alegria imensa quando recordo o momento. Depois disso votei sempre. Sempre sem nunca falhar. E já votei de formas muito diferentes. Em cada altura assumi a opção que achava correcta no momento. Hoje o pessoal não vota. Não quer saber. Vai à praia, vai passear, vai andar na bicha domingueira, eu sei lá…

Claro que os políticos têm uma imensa responsabilidade nisto tudo. Claro que já nos contaram vezes sem conta o conto do vigário. Claro que já não nos enganam com a história do lobo mau, quais Horácios do velho livro da terceira classe. Mas quem são os políticos? Como é que eles lá estão? Quem os pôs lá? Quem os mantém? Aqui que ninguém nos ouve, não seremos nós? Porque é que não estamos lá, nos partidos, na luta partidária, seja em que partido for? Porque é que não somos actores em vez de espectadores? Assim só podemos queixar-nos do preço do bilhete quando a fita não é do nosso agrado.

Mas, voltando ao Dr. Fernando Nobre, este alheamento e descontentamento levam sempre ao mesmo: a busca de soluções diferentes. Surge algo de novo e o pessoal pensa: este não é como os outros. Até que enfim que aparece gente diferente, desligada dos vilões que nos têm enganado ao longo destes anos todos. Vamos experimentar. Pior não pode ser.

Foi assim quando surgiu o PRD. Que espectáculo, nem Socialista nem Comunista, nem Centrista nem Direitista, nem sequer era ista nenhum. E muita gente votou. E elegeu um grupo parlamentar importante. E depois? Nada. Absolutamente nada. Se os outros eram maus estes foram piores. Até eu fiz parte e fui eleito nas listas autárquicas do PRD. Que desilusão.

E como nasceu, morreu. Perdeu-se no seu vazio ideológico e dissolveu-se nas mãos dos que serviu sem ter servido.

Assim foi o Dr. Fernando Nobre. Um homem diferente, desligado de tudo o que era partido, de tudo o que representam trinta e sete anos de exercício político em Portugal. Ainda por cima era um representante do bem, da AMI, organização insuspeita, do altruísmo e do servir. Até que as coisas vieram a público. Até que a AMI se verificou ser um feudo familiar repleto de NOBRES e com um património invejável. Até que se viu aquele que nunca se submeteria à lógica partidária a ser candidato por um partido. Até que se viu aquele que só aceitaria o cargo de Presidente a ficar como simples deputado. Meu Deus, é preciso ter lata e ter de Nobre muito pouco.

Claro que vai esquecer. Tal como o PRD vai esfumar-se no tempo e ficar apenas como o contributo, mais um, para a descrença na democracia.

E nós, vamos continuando a vê-los passar, a ir à praia em dia de eleições, a deixar que os partidos mandem em nós, à espera do salvador, mas sem fazermos nada. Cabeça na areia para não ver, para não ouvir, para não sentir. Mas tal como a avestruz, com a cabeça na areia ficamos com a parte mais vulnerável de fora e numa posição pouco discreta. Cuidado. Querem ficar assim? Então deixem-se estar.

BOA PRAIA.

Comentário de José Alexandre Areia L Basto em 22 junho 2011 às 22:48

Uma ONG muito "Nobre".

Alguém sabe quais são os salários?

Comentário de AntonioJorgeMotaCruz e MªArminda em 22 junho 2011 às 1:34

Salve, Luisinha.
Estou muitíssimo agradecido pela qualidade de sua explicação que, até certo ponto, pode vir a me permitir avançar um pouco mais no tema.
Permita-me peguntar-lhe algo mais: teria podido, o Sr.F.Nobre candidatar-se de forma independente, isto é, sem o ser por meio de um dos partidos políticos?

Meu obrigado, também, ao Luis Lamela. pelo publicado. Aliás, pesquisei e li tudo relativo à AMI, uma Organização Não Governamental ( ONG), organização privada de cunho beneficente sob controle e direção do sr.F.Nobre.

Gostava de conhecer adicionais visões sobre este acontecimento.

Uma boa noite para todos.

Comentário de Luis Lamela e Lili Lamela em 21 junho 2011 às 23:15

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